quarta-feira, 13 de junho de 2012

Peixes de Praia - Betara


Betara (Menticirrhus americanus e M. littoralis)
Ou Papa-terra


Peixe de escamas; corpo alongado e comprimido; boca voltada para baixo; barbilhão curto e duro na mandíbula. A coloração prateada, com manchas escuras alongadas sobre a cabeta, o dorso e os flancos; o ventre é esbranquiçado. Dificilmente ultrapassa 60cm de comprimento total e 1,5kg.

É um peixe muito comum ao longo do litoral brasileiro, com maior ocorrência na região Sudeste. Habita os canais que se formam nas praias arenosas, sendo que os indivíduos adultos ficam no fundo e os jovens nas águas mais rasas. Alimenta-se de pequenos peixes, crustáceos, moluscos e minhocas, que ficam expostas pela atpo das ondas.

Características:
 Devido à ampla distribuição, têm diversos nomes populares e assim são conhecidas como Betaras, Pernas-de-Moça e Papas-Terra, entre outros. Duas espécies são comumente encontradas na costa brasileira: a Menticirrhus americanus e a M. littoralis . As duas podem ser facilmente distintas pelo colorido geral, enegrecido e manchado na primeira e prata brilhante na segunda. Outro aspecto de fácil visualização e bom para separá-las é que na Menticirrhus americanus as nadadeiras peitorais ultrapassam as extremidades das ventrais e na segunda isso não ocorre. Outra característica que também permite separação mais segura é que na Menticirrhus americanus os dentes do maxilar superior são caniniformes e bem maiores do que os encontrados na M. littoralis. A porção espinhosa da nadadeira dorsal fica em posição mais alta que a posterior. Ambas estão separadas por um forte entalhe até a base. Têm um barbilhão curto no queixo (sínfise mandibular). A bexiga natatória está ausente ou muito reduzida, diferentemente de outras espécies da família Scinidae. A nadadeira caudal termina em forma de S, com lóbulo superior maior que o inferior. Atingem cerca de 0,5 m e 1,5 kg.

Hábitos:
 Alimentam-se de pequenos crustáceos, vermes anelídeos e moluscos. Vivem sobre fundos de areia ou lama, em praias rasas, canais formados ao longo de praias, estuários e dentro de manguezais. São encontradas em profundidades de até cerca de 85 m. Costumam atacar muito bem iscas de camarão e corruptos, mesmo nas águas mais rasas.

Curiosidades:
 Esses pequenos peixes são velhos conhecidos de todos os pescadores de praia. Quando estão com fome, então, a pesca se torna uma grande diversão, especialmente se praticada com material leve. Encontrados com fartura em certas épocas e regiões, distribuem-se de norte a sul do país, sendo especialmente abundantes na última.

Onde encontrar:
 Presentes em todo o litoral brasileiro onde também são conhecidas como Carameterras, Caramuterras, Embeterras e Judeus. Podem ser pescadas em praias, costões, alto mar, foz de rios e canais no litoral. Comuns na pesca de praia, em canais ou valas, onde se alimentam os exemplares maiores. Peixes de porte menor chegam ao limite entre a água e a areia. Em baías, próximas a lajes e parcéis, se encontram mais junto ao fundo de areia. Como iscas, usam-se minhocas de praia e corruptos, muito produtivas, além de sarnambis, tatuís ou tatuíras e os versáteis camarões.

Dicas para pescá-lo:
 As Betaras alimentam-se junto ao fundo. Logo, quando mais próximo ao leito sua isca se encontrar, mais suas chances de sucessão. Entre o chicote e a linha principal, acrescente chumbada tipo oliva de peso inferior à principal, para manter o rabicho deitado junto ao fundo de areia.

Exemplar Capturado.

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