Um diário de minhas pescarias por este mundão a fora. Sou um pescador oportunista, isto é, se dá para pescar eu tó lá. Sou daqueles que anda com o equipamento no carro. Pratico principalmente Fly Caipira, Pesca com micro-molinete, Pesca de Praia e Tenkara (Fly-Fishing Japonês).
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sábado, 25 de novembro de 2017
sábado, 3 de junho de 2017
quarta-feira, 3 de maio de 2017
sábado, 22 de abril de 2017
sexta-feira, 21 de abril de 2017
Pescaria na Ressaca - Itajuba - SC
Escrever de uma pescaria que não deu nada, realmente chega a ser até cômico.
Isto mesmo, já vou avisando, não peguei nada desta vez.
Mas por que escrever então?
Bem analisar os erros é uma forma de não repeti-los, desta forma, pensei em ser sincero e neste poste, colocar meus erros.
Como as janelas para pescaria nos últimos tempos estavam ficando raras, uma por compromissos, outras pelo tempo (clima), ou compromissos profissionais. Não podia deixar a chance de tentar uma pescadinha neste feriado prolongado.
As 15:00 horas já estava na praia, e realmente ao chegar por lá o mar não estava muito bonito.
Pelo menos na praia de Itajuba em Barra Velha - SC. Devido a uma tempestade em auto mar, o mar estava com uma ressaca, ondas fortes que levantavam a areia grossa característica da praia.
Embora tentar por muitas horas, não obtive nenhum resultado.
Os motivos que levo em conta de meu insucesso foram:
- O mar turvo a ponto de criar uma diferença entre as primeiras baterias de ondas (da praia para o mar) até a terceira onda. Criando uma faixa muito escura cor de chocolate, diferenciando da cor verde intenso do mar limpo, o peixe fica nesta linha entre a água clara e a água escura dificultando meu arremesso. Mesmo entrando dentro da água até a cintura e tendo um bom arremesso não conseguia alcançar esta linha.
- Isca, realmente embora ser camarão vermelho e parecer estar muito bom, já tinha passado por resfriamento e era o resto da ultima pescaria que realizei. Lembram de outras postagens "sempre usar isca fresca". Este fato é decisivo, se o peixe não consegue ser atraído pela apresentação e movimento, pelo gosto é que não seria com uma isca "dormida".
- Vento constante, muito difícil de identificar o peixe, estava a merce apenas do peixe que, digamos, autofisgase.
Mas um fato deve ser colocado em pauta, em dado momento da pescaria, na anseia de uma boa fisgada, esqueci a trava do molinete fechada o que fez a linha enrolar na ponta do caniço e arrebentar a linha.
A primeira vista é um azar enorme se não fosse o próximo arremesso com a outra vara.
Ao arremessar senti um puxão e um peso forte, fui puxando e o que vejo? Um anzol grudado no anzol do arranque que tinha acabado de arrebentar na outra vara. Bem pelo menos não perdi um arranque, anzóis e chumbada.
Tudo serve para refletir se vale a pena mesmo tentar se vários fatores estão desfavoráveis para uma boa pescaria. Até que ponto vai a teimosia de um pescador ?
Isto mesmo, já vou avisando, não peguei nada desta vez.
Mas por que escrever então?
Bem analisar os erros é uma forma de não repeti-los, desta forma, pensei em ser sincero e neste poste, colocar meus erros.
Como as janelas para pescaria nos últimos tempos estavam ficando raras, uma por compromissos, outras pelo tempo (clima), ou compromissos profissionais. Não podia deixar a chance de tentar uma pescadinha neste feriado prolongado.
As 15:00 horas já estava na praia, e realmente ao chegar por lá o mar não estava muito bonito.
Pelo menos na praia de Itajuba em Barra Velha - SC. Devido a uma tempestade em auto mar, o mar estava com uma ressaca, ondas fortes que levantavam a areia grossa característica da praia.
Embora tentar por muitas horas, não obtive nenhum resultado.
Os motivos que levo em conta de meu insucesso foram:
- O mar turvo a ponto de criar uma diferença entre as primeiras baterias de ondas (da praia para o mar) até a terceira onda. Criando uma faixa muito escura cor de chocolate, diferenciando da cor verde intenso do mar limpo, o peixe fica nesta linha entre a água clara e a água escura dificultando meu arremesso. Mesmo entrando dentro da água até a cintura e tendo um bom arremesso não conseguia alcançar esta linha.
- Isca, realmente embora ser camarão vermelho e parecer estar muito bom, já tinha passado por resfriamento e era o resto da ultima pescaria que realizei. Lembram de outras postagens "sempre usar isca fresca". Este fato é decisivo, se o peixe não consegue ser atraído pela apresentação e movimento, pelo gosto é que não seria com uma isca "dormida".
- Vento constante, muito difícil de identificar o peixe, estava a merce apenas do peixe que, digamos, autofisgase.
Mas um fato deve ser colocado em pauta, em dado momento da pescaria, na anseia de uma boa fisgada, esqueci a trava do molinete fechada o que fez a linha enrolar na ponta do caniço e arrebentar a linha.
A primeira vista é um azar enorme se não fosse o próximo arremesso com a outra vara.
Ao arremessar senti um puxão e um peso forte, fui puxando e o que vejo? Um anzol grudado no anzol do arranque que tinha acabado de arrebentar na outra vara. Bem pelo menos não perdi um arranque, anzóis e chumbada.
Tudo serve para refletir se vale a pena mesmo tentar se vários fatores estão desfavoráveis para uma boa pescaria. Até que ponto vai a teimosia de um pescador ?
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| Praia de Itajuba - Barra Velha - SC |
segunda-feira, 17 de abril de 2017
sábado, 21 de janeiro de 2017
Várias técnicas em Lagoa Particular - Indaial SC
Tirei o final de semana para pescar com meu pai, pescador sênior, especialista em pesca de rio e lagoas, gosta muito de pescar em pesque e pagues, principalmente as Tilápias.
Fomos em uma lagoa particular no município de Indaial - SC, a Lagoa tem muitos peixes e tem como objetivo apenas a beleza do local, os peixes são tratados de forma orgânica, com plantas e frutas, o que torna o apetite e agressividade dos peixes igual o encontrado na natureza.
Meu objetivo era pescar os Pacus que possuem na lagoa, quando tratado observasse o vulto amarelo de belos exemplares. Utilizei para isto salsicha, o que limita a fisgada das espécies de peixes, assim não iria me incomodar com as tilápias, embora como o local não costuma ser utilizado ração, as tilápias são bem mais vorazes.
Com outra vara com micro molinete utilizei minhoca viva, o que traria para os peixes uma atração maior. Enquanto deixei minhas varas na espera armadas, brinquei utilizando o Tenkara, a milenar arte de pesca utilizada no japão. Utilizei como isca uma ração artificial, os peixes são tão vorazes que atacam tudo que flutua na superfície.
E assim foi, logo depois de algumas batidas na água deixando a isca boiar e seguir a corrente da água provocada pelo vento, obtive a primeira fisgada, uma pequena tilápia. Depois que atender as demais varas com outros puxões, continuei as batidas e peguei uma carpa-papim, o que me vez lembrar de uma fisgada de truta utilizando o Tenkara. Como a vara é muito fina a esportividade é muito grande e você tem que esperar o peixe cansar para tira-lo.
Depois da festa com a carpa-papim, começou as primeiras tilápias grandes e muito brigonas.
Meu pai do outro lado do lago começou a tirar alguns Pacus, e olha que sua tralha não tinha empate de aço, como ele possui sensibilidade na identificação do peixe consegue fisgar sem ter grandes problemas.
Tirei mais algumas tilápias pequenas até tirar uma brigona que pensei que era um pacu, levou a linha de um lado para outro, dando cabeçadas, muito brava, deu até pena de soltar a monstra, mas como estávamos pescando para o consumo se fazer isto meu "velho ia me matar".
Trouxemos aproximadamente 20 kilos de peixe e fomos para casa limpar.
Grande pescaria, me fez lembrar dos tempos de infância que pescava com vara de bambu em rios e lagoas com meu pai. Grandes fisgadas, grandes momentos.
Fomos em uma lagoa particular no município de Indaial - SC, a Lagoa tem muitos peixes e tem como objetivo apenas a beleza do local, os peixes são tratados de forma orgânica, com plantas e frutas, o que torna o apetite e agressividade dos peixes igual o encontrado na natureza.
Meu objetivo era pescar os Pacus que possuem na lagoa, quando tratado observasse o vulto amarelo de belos exemplares. Utilizei para isto salsicha, o que limita a fisgada das espécies de peixes, assim não iria me incomodar com as tilápias, embora como o local não costuma ser utilizado ração, as tilápias são bem mais vorazes.
Com outra vara com micro molinete utilizei minhoca viva, o que traria para os peixes uma atração maior. Enquanto deixei minhas varas na espera armadas, brinquei utilizando o Tenkara, a milenar arte de pesca utilizada no japão. Utilizei como isca uma ração artificial, os peixes são tão vorazes que atacam tudo que flutua na superfície.
E assim foi, logo depois de algumas batidas na água deixando a isca boiar e seguir a corrente da água provocada pelo vento, obtive a primeira fisgada, uma pequena tilápia. Depois que atender as demais varas com outros puxões, continuei as batidas e peguei uma carpa-papim, o que me vez lembrar de uma fisgada de truta utilizando o Tenkara. Como a vara é muito fina a esportividade é muito grande e você tem que esperar o peixe cansar para tira-lo.
Depois da festa com a carpa-papim, começou as primeiras tilápias grandes e muito brigonas.
Meu pai do outro lado do lago começou a tirar alguns Pacus, e olha que sua tralha não tinha empate de aço, como ele possui sensibilidade na identificação do peixe consegue fisgar sem ter grandes problemas.
Tirei mais algumas tilápias pequenas até tirar uma brigona que pensei que era um pacu, levou a linha de um lado para outro, dando cabeçadas, muito brava, deu até pena de soltar a monstra, mas como estávamos pescando para o consumo se fazer isto meu "velho ia me matar".
Trouxemos aproximadamente 20 kilos de peixe e fomos para casa limpar.
Grande pescaria, me fez lembrar dos tempos de infância que pescava com vara de bambu em rios e lagoas com meu pai. Grandes fisgadas, grandes momentos.
| Grande Pacu |
| Tilápias brigadoras |
sábado, 24 de setembro de 2016
Primeiro dia de Primavera - A Temporada começou
Para mim, pescar na praia da peixe o ano todo, alguns acreditam que a temporada de pesca começa mesmo na primavera.
No sul o tempo começou com cara de um bom dia de inverno. Um ciclone extra tropical fez com que o litoral sul do Brasil ficasse com um pouco de ressaca. O mar estava meio crespo e o tempo escuro com nuvens carregadas. Para os amantes de uma boa caminhada na praia, era bom estar agasalhado um vento frio gelava os ossos.
Para mim, um ótimo dia para pescar.
Minhas meninas foram junto comigo na praia das Palmeiras em Barra Velha - SC.
Possui um ótimo calçadão para caminhar e andar de "roler".
Também é um dos pontos de pesca que costumo fazer algumas aventuras.
O tempo na praia estava bom sem o sol, esta praia em dia de sol castiga o pescador, pois o sol bate bem de frente. Como estava tudo nublado facilitou a pescaria, mas a orelha tinha que estar coberta dado ao vento frio.
Nem estava preparado para filmagem, registrei a pescaria com meu celular simples de 2mp.
O mar estava bem forte, com três arrebentações bem definidas. Arremessei e posicionei minha vara na segunda arrebentação, estava com uma chumbada de 150g, com chicote de duas pernada, como isca, camarão branco fresco.
Não demorou 10 minutos e o primeiro puxão veio com tudo, uma bela briga, o bicho veio com presença dando "cabeçadas", levando a linha de um lado para outro. Tive que prestar a atenção nas ondas para utilizar de apoio para retirar o peixe, minha linha principal era de 18mm e não tinha chegado ainda no arranque. Fui administrando a fera, e em uma onda pegou carona até a areia.
Um belo Bagre branco, (Também chamado por aqui de cação bola), de tamanho bom. Fiquei feliz pela briga, assim dá gosto acertar o compasso do coração e se sentir mais vivo.
Botei o bicho na água, deixei que se recupera-se e fui para o próximo.
Não demorou muito e depois de dois arremessos outro bicho bravo na linha. Da mesma forma veio com presença, levando a linha de uma lado para outro. Um bagre ainda maior, nesta minha esposa tinha chegado e filmou a devolução do bicho.
O mar estava com cara de Parati, estava louco para tirar um na briga, mas como a água estava meio turva e muito agitado, mais um bagre veio bater um papo na beira da praia.
Já estava finalizando a pescaria, me despedindo dos amigos e a ponta da vara dá sinal de peixe ficando arcada. Fui trazendo o peixe pensando em um parati, mas como só tinha peso sem muita briga achei até que fosse uma betara ou outro bagre. Um belo baiacu pintado, esta foi sorte, minhas pernadas eram de linha 40mm, e tirar um bicho deste sem empate de aço foi pura sorte.
Grande pescaria.
Esta praia tem bom local de estacionamento, é uma praia de tombo com três valetas bem definidas. Ótima pedida para quem curte o esporte.
Lembrando: Não leve os amigos para casa, deixem no mar para pesca-los uma próxima vez.
No sul o tempo começou com cara de um bom dia de inverno. Um ciclone extra tropical fez com que o litoral sul do Brasil ficasse com um pouco de ressaca. O mar estava meio crespo e o tempo escuro com nuvens carregadas. Para os amantes de uma boa caminhada na praia, era bom estar agasalhado um vento frio gelava os ossos.
Para mim, um ótimo dia para pescar.
Minhas meninas foram junto comigo na praia das Palmeiras em Barra Velha - SC.
Possui um ótimo calçadão para caminhar e andar de "roler".
Também é um dos pontos de pesca que costumo fazer algumas aventuras.
O tempo na praia estava bom sem o sol, esta praia em dia de sol castiga o pescador, pois o sol bate bem de frente. Como estava tudo nublado facilitou a pescaria, mas a orelha tinha que estar coberta dado ao vento frio.
Nem estava preparado para filmagem, registrei a pescaria com meu celular simples de 2mp.
O mar estava bem forte, com três arrebentações bem definidas. Arremessei e posicionei minha vara na segunda arrebentação, estava com uma chumbada de 150g, com chicote de duas pernada, como isca, camarão branco fresco.
Não demorou 10 minutos e o primeiro puxão veio com tudo, uma bela briga, o bicho veio com presença dando "cabeçadas", levando a linha de um lado para outro. Tive que prestar a atenção nas ondas para utilizar de apoio para retirar o peixe, minha linha principal era de 18mm e não tinha chegado ainda no arranque. Fui administrando a fera, e em uma onda pegou carona até a areia.
Um belo Bagre branco, (Também chamado por aqui de cação bola), de tamanho bom. Fiquei feliz pela briga, assim dá gosto acertar o compasso do coração e se sentir mais vivo.
Botei o bicho na água, deixei que se recupera-se e fui para o próximo.
Não demorou muito e depois de dois arremessos outro bicho bravo na linha. Da mesma forma veio com presença, levando a linha de uma lado para outro. Um bagre ainda maior, nesta minha esposa tinha chegado e filmou a devolução do bicho.
O mar estava com cara de Parati, estava louco para tirar um na briga, mas como a água estava meio turva e muito agitado, mais um bagre veio bater um papo na beira da praia.
Já estava finalizando a pescaria, me despedindo dos amigos e a ponta da vara dá sinal de peixe ficando arcada. Fui trazendo o peixe pensando em um parati, mas como só tinha peso sem muita briga achei até que fosse uma betara ou outro bagre. Um belo baiacu pintado, esta foi sorte, minhas pernadas eram de linha 40mm, e tirar um bicho deste sem empate de aço foi pura sorte.
Grande pescaria.
Esta praia tem bom local de estacionamento, é uma praia de tombo com três valetas bem definidas. Ótima pedida para quem curte o esporte.
Lembrando: Não leve os amigos para casa, deixem no mar para pesca-los uma próxima vez.
sábado, 27 de agosto de 2016
Pescaria de Betaras em Piçarras - SC
| Piçarras - SC |
Este final de semana pude praticar um pouco mais meu hobby preferido.
Geralmente acordo cedo, fico um pouco na cama de teimoso, minha esposa então me deu a ordem esperada: "Por que você não vai pescar".
Não esperei a segunda ordem, peguei minhas tralhas e saí em disparada para a praia.
Desta vez levei material de pesca para pescar na terceira onda mais ao fundo, duas varas de 3,5m. Equipadas com molinete Sport Marines 4000 um Elite 4000 e outro XT 4000.
Logo que cheguei pude ver o mar com suas ondas calmas, mas a água meia turva. A maré estava bem baixa o que me dizia que não teria muita produtividade de inicio. Alem do mais minha isca não estava muito boa, era uma sobra de camarões da ultima pescaria.
Como tudo estava contra mim, ou não dizia ter uma boa produtividade, tratei de arrumar tudo para aproveitar o máximo o tempo com o anzol na água. Arremessei mais ao longe que pude na espera de um peixe maior que estivesse nas redondezas.
Logo de inicio retirei um pequeno Bagre, o que confirmou a cor da água quase um chocolate. A praia de Piçarras sofre esta variação de cor de água devido a direção da maré, em algumas ocasiões levanta mais a areia e faz a água ficar turva, depois que a maré muda e as correntes mudam durante o dia a cor da água vai ficando com um tom verde cristalino, muito lindo, nesta situação dá para ver os pampos surfarem as ondas.
Então chegou o que eu chamo de "Pescador de Panca".
Sabe aquele pescador que só faz pose e não pesca nada, pois é, apareceu um por lá. Levou 1 hora e meia para montar suas duas varas, lavou a isca na água, olhou a temperatura da água, acho que até a direção do vento. No primeiro arremesso, esqueceu de abrir a trava do molinete e lá se foi uma chumbada.
Então me viu tirar o bagrinho e foi para a sua vara, fez a cena que estava tirando o maior peixe de sua vida, levantava a vara até atrás e recolhia rápido ao abaixa-la.
Sempre só vinha o chumbo que pelo visto era muito pesado.
O pescador ao pegar a vará já sente o peixe, a vibração, isto é inconfundível, então se sabe que não tem peixe é só tirar o chumbo da areia e começar a recolher rapidamente para que o chumbo fique levantado e se recolha.
Depois que a maré começou a subir, minhas chances poderiam melhorar, e assim foi, logo senti a vibração e uma briga no recolhimento. Uma betara veio tirar a foto, imediatamente meu vizinho "Panca" saiu para sua sena, parecia que tinha um super peixe, novamente o chumbo.
São situações destas que me faz lembrar o motivo que muitos comentam que não conseguem pescar na praia. Tem que desenvolver a técnica, tem que ser lógica e sentido o que você faz, alias, para todo tipo de pescaria, não é só jogar o chumbo o mais longe que pode e esperar o peixe.
Logo minhas meninas apareceram na praia e chegou a hora de ir embora.
Olhei para o lado e meu vizinho já estava se arrumando também, é....acredito que iria levar mais 1 hora e meia para recolher...
Próxima semana, prometo para mim que terei uma isca fresca e descente.
domingo, 12 de junho de 2016
No inverno se pesca sim. E se Ensina sim.
Ultimamente no sul do pais, estamos passando por uma onde de frio muito maior do que dos últimos anos. Neste final de semana passamos um verdadeiro dia de inverno, sol e céu azul, mas temperaturas a baixo de 10 oC.
A pesca de tainha é a principal atração da temporada, com redes espalhadas por todo canto das praias, os pescadores artesanais fazendo sua colheita do ano.
Não restou muito opção para aficionado como eu. O jeito foi criar algo novo, as meninas me sugeriram para que eu as ensinasse a pescar, claro que já fiz isto em outras ocasiões, mas desta vez era diferente, elas queriam aprender a pescar com molinete.
Pois bem, lá foi eu providenciar dois equipamentos para elas, para começar não seria nada muito pesado, algo simples já daria conta do trabalho.
Treinamos na estrada os arremessos e os fundamentos de como o equipamento funcionava.
Foram evoluindo até já estarem fazendo arremessos com boa qualidade e boa distância.
Agora é só partir para a pratica real, queria algum lugar que produzisse muita ação, assim não as deixaria frustadas.
Fomos na foz do rio Piçarras, onde possui boa estrutura para sentar e colocar a tralha. Isquei os equipamentos com micro anzóis, um camarão dava para iscar umas 5 vezes. Como chumbada, um chumbinho gota de 20g.
Não demorou muito para minha Filha "Gracy" fisgar seu primeiro peixinho de mar, foi uma festa, um micholé da pedra. Tiramos com cuidado e ela toda orgulhosa foi solta-lo.
Depois foi a vez de minha casula "Gi", tirar o que ela chamou de "filhote de tubarão", um pequenino bagre. Mais uma festa, muitas fotos e o peixinho retornou para casa.
Depois foi minha vez de tirar um Bagre de tamanho médio.
Nos divertimos muito, cada uma tirou dois peixinhos e sentiram o gosto da pescaria.
Na volta para casa, passei em uma loja de pesca e providenciei mais chumbinhos de 20g, desta vez algumas tartarugas e carambolas para evitar o enrosco.
No outro dia, para minha surpresa, todos queriam retornar a pescar. Mas tinha que ser em um local diferente. Fomos a Foz do rio que deságua na praia Grande em Barra Velha.
O local já era um pouco mais difícil pois tínhamos que pescar sobre pedras.
A mesma técnica foi utilizada, anzóis minúsculos e não demorou muito para minha caçula tirar um "Filhote de Tubarão". Mas a estrela da pescaria foi os Carapucus, eu tirei dois, que com meu micro molinete deu uma briga boa, e cada uma de minhas meninas tiraram o seu.
Foi uma festa de peixes, muita ação, cada uma pescou três peixinhos. Voltamos contando história para casa, uma verdadeira alegria.
Para quem não foi iniciado pelos pais, estas são lembranças que marcam a vida, guardamos para sempre dentro de nossas mentes, são coisas que guardamos também dentro do coração.
Eu pessoalmente nunca me esqueci o primeiro Acará que peguei com vara de bambu com meu pai de professor do lado.
Faça isto com seu filho também, tenha paciência e ensine a ele uma das coisas mais maravilhosas do mundo, "Uma boa amizade entre pais e filhos".
A pesca de tainha é a principal atração da temporada, com redes espalhadas por todo canto das praias, os pescadores artesanais fazendo sua colheita do ano.
Não restou muito opção para aficionado como eu. O jeito foi criar algo novo, as meninas me sugeriram para que eu as ensinasse a pescar, claro que já fiz isto em outras ocasiões, mas desta vez era diferente, elas queriam aprender a pescar com molinete.
Pois bem, lá foi eu providenciar dois equipamentos para elas, para começar não seria nada muito pesado, algo simples já daria conta do trabalho.
Treinamos na estrada os arremessos e os fundamentos de como o equipamento funcionava.
Foram evoluindo até já estarem fazendo arremessos com boa qualidade e boa distância.
Agora é só partir para a pratica real, queria algum lugar que produzisse muita ação, assim não as deixaria frustadas.
Fomos na foz do rio Piçarras, onde possui boa estrutura para sentar e colocar a tralha. Isquei os equipamentos com micro anzóis, um camarão dava para iscar umas 5 vezes. Como chumbada, um chumbinho gota de 20g.
Não demorou muito para minha Filha "Gracy" fisgar seu primeiro peixinho de mar, foi uma festa, um micholé da pedra. Tiramos com cuidado e ela toda orgulhosa foi solta-lo.
Depois foi a vez de minha casula "Gi", tirar o que ela chamou de "filhote de tubarão", um pequenino bagre. Mais uma festa, muitas fotos e o peixinho retornou para casa.
Depois foi minha vez de tirar um Bagre de tamanho médio.
Nos divertimos muito, cada uma tirou dois peixinhos e sentiram o gosto da pescaria.
Na volta para casa, passei em uma loja de pesca e providenciei mais chumbinhos de 20g, desta vez algumas tartarugas e carambolas para evitar o enrosco.
No outro dia, para minha surpresa, todos queriam retornar a pescar. Mas tinha que ser em um local diferente. Fomos a Foz do rio que deságua na praia Grande em Barra Velha.
O local já era um pouco mais difícil pois tínhamos que pescar sobre pedras.
A mesma técnica foi utilizada, anzóis minúsculos e não demorou muito para minha caçula tirar um "Filhote de Tubarão". Mas a estrela da pescaria foi os Carapucus, eu tirei dois, que com meu micro molinete deu uma briga boa, e cada uma de minhas meninas tiraram o seu.
Foi uma festa de peixes, muita ação, cada uma pescou três peixinhos. Voltamos contando história para casa, uma verdadeira alegria.
Para quem não foi iniciado pelos pais, estas são lembranças que marcam a vida, guardamos para sempre dentro de nossas mentes, são coisas que guardamos também dentro do coração.
Eu pessoalmente nunca me esqueci o primeiro Acará que peguei com vara de bambu com meu pai de professor do lado.
Faça isto com seu filho também, tenha paciência e ensine a ele uma das coisas mais maravilhosas do mundo, "Uma boa amizade entre pais e filhos".
sábado, 21 de maio de 2016
Pescaria na Foz do Rio Piçarras
Para retornar ao meu hobby preferido, depois de 60 dias sem poder pescar, finalmente pude dar uma pescadinha, claro sem muito esforço e emoções.
Fui até a foz do Rio Piçarras, possui boa estrutura para pesca com direito até de arquibancada, é só se arrumar sentar na arquibancada e pescar.
Desta vez pretendia uma pesca diferente, iria testar algumas técnicas.
A primeira foi com o Sabiki número 4 com anzóis muito pequenos, coloquei um chumbo pequeno tipo gota e joguei no rio, o leito do rio é pedregoso e a pescaria é a mesma que pescar em costões.
Outra modalidade tentada foi testar alguns camarões artificiais que ganhei, armados em minha vara para pesca a curta distância na praia com duas pernadas. Esta realmente foi um fiasco, já de inicio ocorreu um enrosco e perdi a primeira isca, mais alguns arremessos e lá se foi mais uma. O pior foi a falta de ação, estava frio e com um pouco de vento, 18 oC.
Depois destes testes todos decidi "esnobar", relembrar as épocas antigas, pescaria com um chicote feito de linha 50, através de nós como "enforcado", como chumbo utilizei uma pedra, isto mesmo, uma pedra no formato correto. Somente os anzóis eram industrializados. Os camarões eram iscados sem nenhuma amara, apenas eram descascados e iscados.
Nos Sabikis nada aconteceu, mas na minha vara rustica os movimentos me lembraram as emoções que pescadores da década de 50 sentiam, uma bagrinho e depois para completar um duble, um bagre e um baiacu pintado.
A brincadeira estava ficando legal, mais uns bagrinhos saíram até minha pequena (Filha mais nova) inventar de pescar e fazer uma bela cabeleira no molinete, não sei como ela fez isto, uma cabeleira em um molinete, mas isto me tirou o tempo de quase meia hora de pescaria.
Hora de ir embora, pois na pescaria não pode existir nervosismo apenas alegrias.
Arrumamos tudo e retornamos para casa, queria fazer uma casa na Brasa e comer aos pedacinhos, seria meu primeiro assado após um longo tempo para comemorar a pescaria.
sábado, 26 de março de 2016
Pescaria na Praia de Itajuba - Barra Velha - SC
Após uma sexta-feira santa muito chuvosa no sul do pais, no sábado abriu-se uma janela de tempo ótima para uma pescaria de praia.
O céu amanheceu azul sem nuvens com tempo firme.
Cheguei na Praia por volta das 07:00 horas com muita expectativas, fui para praia de Itajuba em Barra Velha - SC. Quando cheguei na areio constatei um mar revolto, água meia turva, muito material orgânico na praia, sinal de uma boa (ou má) ressaca.
Sabia com isto que a pescaria não seria tão produtiva, provavelmente se limitaria a poucas espécies, como Bagres, Betaras e quem sabe algum Parati.
Arrumei minha tralha e como de costume coloque um equipamento na primeira valeta para pesca a curta distância e minha vara maior para a terceira valeta onde estão os peixes maiores.
De inicio pude observar que a pescaria seria muito técnica, uma por que se coloca-se uma chumbada muito leva, não se fixaria no fundo, ou se coloca-se uma muito pesada seria enterrada na areia.
Tive que testar um pouco, iniciei com uma chumbada para curta distância de 80g, logo pude notar que não pararia no fundo, mesmo tendo aumentado um pouco o peso, costumo sempre pescar com uma de 50g, aumentei um pouco, consegui a fixação, porem tinha que ter cuidado para não deixar enterrar o chumbo na areia.
Na pesca de praia com tombo do chumbo após ser ancorado com o tempo pode ser enterrado na areia, isto ocorre devido ao movimento das ondas que vão tirando a areia debaixo do chumbo, aos poucos vai enterrando.
Duas coisas o pescador deve ficar atento, de tempo em tempo recolher um pouco de linha para puxar a chumbada e não deixa-la se enterrar. Caso ocorrer da chumbada ficar enterrada, vá andando lateralmente pela praia soltando linha mas deixando sempre tencionada, a medida que o angulo vai ficando menor a chumbada se solta, isto ocorre pois a força que pucha a chumbada passa a ser lateral não mais na base que é maior.
Ajustado este ponto, outra dificuldade encontrada é saber quando tinha peixe, pois a sensibilidade de ponta de vara muda, nesta caso quando a chumbada está bem ancorada toda vez que ocorre um afrouxamento de linha é por que o peixe puxou a chumbada.
E assim foi, observei uma boa afrouxada de linha, recolhi para conferi e senti o peixe do outro lado tentando ir para o fundo, ajustei um pouco o freio do molinete para ficar mais frouxo. Desta forma podemos presenciar algumas roubadas de linha o que aumenta a emoção.
Recolhi o primeiro e tirei um belo bagre, tirei as fotos e devolvi para o marzão.
Depois de algum tempo, ocorreu uma espetacular roubada de linha, o molinete cantou de um jeito que chamou a atenção de quem caminhava na areia.
Fui recolhendo aos poucos e devido a uma "bobeira" minha o peixe escapou.
Não demorou muito para novamente ocorrer a mesma situação, uma roubada de linha e o molinete cantando, desta vez me dediquei em não deixar frouxar a linha e fui trazendo um bonito bagrão para bater uma foto.
Ocorreram mais duas ações, mas não obtive resultados para tira-lo.
Mas as roubadas de linha aumentaram a emoção e criaram muito história para contar.
domingo, 13 de março de 2016
A procura de Paratis
Como nos últimos dias ocorreu um ciclone em alto-mar no atlântico, mudou as mares no sul do Brasil. Ocorreu forte ressaca durante a semana, e o mar ainda estava se recuperando, embora tenha uma maré mais baixa, também devido as fortes chuvas no continente a água das praias estava meio turva. Lembrando uma calda de chocolate e em alguns momentos uma calda de cana.
As 7:00 horas já estava com minha tralha montada, assistindo o espetáculo do nascer do sol, que aparece na praia de Piçarras bem ao centro nesta época do ano. Desta vez estava com boa isca, camarão fresco comprado no dia anterior e que passou apenas por resfriamento.
Também trouxe comigo um grande camarão rosa para fazer uns testes, três desces já dariam a pescaria do período. Já ouvi falar bem deste tipo de isca e só de manusear percebi o forte cheiro de camarão que isala, é um ótimo sinal.
Fui assistindo a maré mudar de cor, estava bem calmo quando cheguei e assim que a maré mudou de vazante para cheia a água ficou ainda mais turva. Tinha esperança de pegar uns bons Paratis, mas pela cor da água, acho que seria um festival de Bagres.
E assim foi, saio o primeiro sem muita reação e disputa, tinha um tamanho padrão, nem grande nem pequeno. Depois tirei mais dois muito pequenos, dava para confundir se eram a isca ou o peixe.
Mudei minha isca para o Camarão rosa, cortei uns bons filés, dei uma espremida para soltar ainda mais o odor e mandei no primeiro canal, logo atrás da segunda arrebentação, quase na espuma da beirada. Logo senti as cabeçadas de ponta de vara, fisguei e o negócio ficou bom, ora afrouxava a linha, ora dava um arranque, estava muito louco o negócio. Uma tira de linha lateral quando estava próximo na marguem e pude ver o que estava acontecendo. Um Duble de Bagres brigando contra a linha, que maravilha, tive que trabalhar mais um pouco para aproveitar as condas para tira-los.
Soltei os garotos, um dele tive que cortar a linha pois tinha engolido o anzol. Nestes casos é só cortar a linha e soltar o bicho, logo o anzol se solta naturalmente em poucos dias.
Não demorou muito para minha vara que estava a curta distância dar um vigoroso sinal, este deu uma emoção, parecia um peixe grande. Trabalhei bem com ele, tentei cansar o bicho, mas assim que chegava próximo da margem voltava a tomar linha.
Isto é pescaria, esta dúvida que o peixe vai se soltar, esta briga que sua mente tem que administrar a ansiedade, a satisfação de trazer o peixe para fora. Sabe as vezes depois de uma boa briga, dá vontade de parabenizar o peixe.
Um Bagre de tamanho bom, brigou até na areia e quando pensei que iria pega-lo voltou para a água aproveitando uma onda. É assim que eu gosto, "guris de raça". Filmei a soltura do bicho e assisti ele voltar nadando tranquilo para o marzão.
O camarão rosa é uma boa opção, pelo menos nesta primeira impressão. Aumentando muito a ação e captura. A Água foi clareando e mudando para um suco de couve verde clarinho, agora com o forte sol de outono dava para ver os peixes.
Capturei mais um bagre e a isca estava no fim, completando a pescaria tirei um pampinho brigador.
Pena, agora com a água mais clara a variação de peixes iria melhorar, mas já estava na hora de voltar para casa, uma por que a isca acabou, outra por que estava na hora de colocar uma carne na brasa.
As 7:00 horas já estava com minha tralha montada, assistindo o espetáculo do nascer do sol, que aparece na praia de Piçarras bem ao centro nesta época do ano. Desta vez estava com boa isca, camarão fresco comprado no dia anterior e que passou apenas por resfriamento.
Também trouxe comigo um grande camarão rosa para fazer uns testes, três desces já dariam a pescaria do período. Já ouvi falar bem deste tipo de isca e só de manusear percebi o forte cheiro de camarão que isala, é um ótimo sinal.
Fui assistindo a maré mudar de cor, estava bem calmo quando cheguei e assim que a maré mudou de vazante para cheia a água ficou ainda mais turva. Tinha esperança de pegar uns bons Paratis, mas pela cor da água, acho que seria um festival de Bagres.
E assim foi, saio o primeiro sem muita reação e disputa, tinha um tamanho padrão, nem grande nem pequeno. Depois tirei mais dois muito pequenos, dava para confundir se eram a isca ou o peixe.
Mudei minha isca para o Camarão rosa, cortei uns bons filés, dei uma espremida para soltar ainda mais o odor e mandei no primeiro canal, logo atrás da segunda arrebentação, quase na espuma da beirada. Logo senti as cabeçadas de ponta de vara, fisguei e o negócio ficou bom, ora afrouxava a linha, ora dava um arranque, estava muito louco o negócio. Uma tira de linha lateral quando estava próximo na marguem e pude ver o que estava acontecendo. Um Duble de Bagres brigando contra a linha, que maravilha, tive que trabalhar mais um pouco para aproveitar as condas para tira-los.
Soltei os garotos, um dele tive que cortar a linha pois tinha engolido o anzol. Nestes casos é só cortar a linha e soltar o bicho, logo o anzol se solta naturalmente em poucos dias.
Não demorou muito para minha vara que estava a curta distância dar um vigoroso sinal, este deu uma emoção, parecia um peixe grande. Trabalhei bem com ele, tentei cansar o bicho, mas assim que chegava próximo da margem voltava a tomar linha.
Isto é pescaria, esta dúvida que o peixe vai se soltar, esta briga que sua mente tem que administrar a ansiedade, a satisfação de trazer o peixe para fora. Sabe as vezes depois de uma boa briga, dá vontade de parabenizar o peixe.
Um Bagre de tamanho bom, brigou até na areia e quando pensei que iria pega-lo voltou para a água aproveitando uma onda. É assim que eu gosto, "guris de raça". Filmei a soltura do bicho e assisti ele voltar nadando tranquilo para o marzão.
O camarão rosa é uma boa opção, pelo menos nesta primeira impressão. Aumentando muito a ação e captura. A Água foi clareando e mudando para um suco de couve verde clarinho, agora com o forte sol de outono dava para ver os peixes.
Capturei mais um bagre e a isca estava no fim, completando a pescaria tirei um pampinho brigador.
Pena, agora com a água mais clara a variação de peixes iria melhorar, mas já estava na hora de voltar para casa, uma por que a isca acabou, outra por que estava na hora de colocar uma carne na brasa.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Fly-Caipira nos Lambaris - Aproveitando o final do horário de verão
Para finalizar bem o termino do horário de verão, hoje consegui chegar em casa por volta das 18:00h e como a chuva de final de dia parecia não aparecer, me mandei para um rio rochoso em uma cidade próxima. Estava louco para matar saudade dos lambaris sendo pescados com a técnica de Fly-Caipira, já fazia tempo que não conseguia ir até lá, ou por motivo de mal tempo ou por motivo de oportunidade mesmo.
A água do rio estava meio turva, mas comparado com outros rios ainda era clara, se é que dá para entender. Deixei meu carro em um clube próximo e fui ao meu local preferido, um pesqueiro que permite acesso ao meio do rio e espaço para os arremessos.
Coloquei minha mosquinha de fly especial para lambaris, uma boia de arremesso da Deconto número 1, arrumei o molinete e mandei brasa já no primeiro arremesso os lambaris responderam com vários ataques. Porem tinha que ajustar o tempo de recolhimento estava meio exagerado, este fato é muito importante no Fly-Caipira, não é só arremessar e ir recolhendo, existe toda uma técnica de perceber como o peixe está respondendo.
Se estão mais ao fundo, se estão manhosos (com pouca fome não fazendo ataques fortes), que tipo de inseto estão preferindo banquetear.
Mais um arremesso e mais ataques, era questão de tempo em capturar o primeiro. Arremessei em um local onde vi ataques na superfície e diminui o recolhimento tristicamente. A resposta foi a primeira captura, "eta garoto brigão", fui recolhendo aos poucos e assistindo o pequeno peixe levar a linha de um lado para outro. Sei que já falei isto em outra ocasião, mas se o lambari tivesse o triplo do tamanho que tem, ninguém tiraria este peixe da água.
Tirei a foto, deixei que meu amigo se recuperasse e soltei ele no rio, saiu nadando tranquilamente. Era um lambari sadio e grande, sinal que os pescadores este ano deram uma trégua para eles.
Mais um arremesso e mais um garoto brigão, dessa vez era ainda maior, que maravilha, muita ação é assim mesmo que eu gosto.
Tirei mais este com muito cuidado, foto, recuperação e voltou para o rio. Vale disser que deve-se tomar cuidado para tirar o anzol e não apertar muito o peixinho, embora brigão é muito frágil.
Bateu um vento e nas berradas das montanhas foi se formando nuvens de chuva. Arremessei mais algumas vezes e nada de peixe, depois que a rajada de vendo parou, mais um garoto foi capturado.
E assim fui arremessando de capturando, três lambaris na sequencia, muito legal, não perdi a prática.
Hoje o recolhimento tinha que ser lento, deixando a boia de arremesso correr um pouco e dando novas cutucadas de ponta de vara. Assim era fatal, era só aguardar algum Lambari brigador pegar a isca.
Então no final da tarde para acabar com minha festa, mais ao longe chegou alguns garotos pulando em um poço na água e fazendo muito barrulho.
Minha pescaria terminou em oito lambaris, todos de tamanho grandes.
A chuva começou a pingar e a roncar trovões, era hora de ir para casa.
Adoro este peixe, ainda mais pescando com a técnica de Fly-Caipira, acredito que desta forma a pescaria fica mais justa para o peixe alem de termos o desafio de simular uma mosquinha e enganar peixes tão arriscos como estes.
Sempre agradeço a Deus por lugares como este e rogo sua proteção para que permaneça assim como sempre foi até agora.
Um rio de águas cladalosas, rochoso com lambaris e saicangas em suas águas.
| Sol de 39 Co, muita proteção é fundamental. |
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| Lambari Surfando |
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| Grande Lambari |
sábado, 13 de fevereiro de 2016
Testando isca artificial na praia - Pescando com Colher
Sempre gostei de evoluir, experimentar novas formas e soluções principalmente na pesca de praia.
Em uma ida a um shopping de verão aqui perto, sabe essas feiras em galpões que costumam aparecer somente na temporada em praia do litoral catarinense. Este shopping de verão foi em barra velha, nele encontrei uma isca artificial que a algum tempo pensava em comprar.
A isca é muito simples, chamada de colher, isto mesmo, o nome diz tudo, nada mais é do que uma colher com uma garateia na ponta. Trata-se de uma das iscas artificiais mais antigas utilizadas, e por pesquisas que fiz foi originada para pesca em mar em terras frias. Esta isca acabou originando os spinners, jigs e outras iscas.
Seu funcionamento é simples, ao ser recolhida balança de um lado para outro e o brilho prata chama a atenção de predadores. Na cor prata é mais funcional já que a maioria dos peixes do mar é prateado.
Não pude suportar a agonia e mesmo com o mar meio virado no final de tarde, fiz um testes. A pescaria acaba levando o pescador a entrar na água e a desenvolver a técnica observando qual a melhor posição de ser arremessada para produzir bem o trabalho da isca.
Arremessei até cansar o braço e começar a escurecer. Não peguei nada, mas surpreendentemente notei duas perseguições na isca o que me deixou muito entusiasmado e empolgado. "Acho que a danada funciona mesmo".
Terei que testar mais afrente para ter certeza.
![]() |
| Colher para pesca na praia |
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
Pescaria de final de tarde produtiva.
Nesta Sexta devido a alguns trabalhos próximo do litoral, as
17:00 horas já estava pronto e disponível para dar uma pescadinha. O pessoal ficou
de férias na praia e a "galinha dos
ovos de ouro" (eu) já estava de volta
trabalhando.
Costumeiramente saímos de casa na sexta no final da tarde e
vamos para a praia, no sábado pela manhã já estamos por lá, com as férias de
minhas meninas e minha esposa ficaram na praia, o tempo de ir até em casa e
voltar ganhei de pescaria.
Desta vez, iria pescar com duas varas, uma a longa distância
para a terceira onda, utilizando minha Sport Marines Versus 3900T e outro
equipamento a curta distância na primeira onda, com uma vara curta Sport Marines
SuperCast com Molinete XT2000.
O mar estava com a água clara, ondas com boa formação com a
maré iniciando a fase de alagamento, ótimo momento para produzir muita ação a
curta distância, pois os peixes menores procuram a maré cheia como oportunidade
de colher animais da areia.
Após alguns ajustes e uma sobre posição de linhas (Acabei
arremessando a linha da vara a curta distância sobre a linha da outra vara). Ocorre
uma navalhada na vara a curta distância, um Baiacu passou legando tudo e não
teve o azar (ou a sorte para mim) de ficar preso em um dos anzóis. Sabendo
disto a pescaria muda, pois terei que possuir muita sensibilidade para fisgar o
danado. Troquei os empates navalhados, isquei, posicionei a linha no mesmo
local, e fiquei com a vara em punho.
Não demorou muito para um beliscão, uma fisgada vigorosa com
a resposta de um puxão do outro lado, peguei o danado. Fui recolhendo e
sentindo o tradicional peso de linha, o baiacu quando percebe sua captura se
infla virando um peso morto.
Isto me faz lembrar o motivo que os pescadores esportivos
odeiam este peixe, não possui muita briga, pelo menos os menores, alem de
necessitar muita técnica para fisga-lo sem empate de aço. Eu já gosto, é um desafio
tirar um desses do mar. O garoto era pequeno, tirei com cuidado o anzol que
estava no canto da boca, vale lembrar que um descuido com este peixe e você
leva para casa somente a metade do dedo. Tirei a foto e deixei que ele se
recupera-se na água até voltar a nadar e parar com o disfarce de quase morto.
Muito bem, arruma-se novamente todas as varas, troca-se as
iscas, arremessa, muda de posição e direção e finalmente uma fisgada em minha
vara maior. Senti que era um peixe pequeno, recolhi e um pequeno bagre veio
tirar uma foto na areia. Beleza, tá valendo, voltamos para o arremesso.
Mais uns beliscões na vara a curta distância e um telegrama
foi passado, a ponta de vara treme feito louca, este não era um bagre. Fisguei
e comecei a recolher, senti o "zigue e zague" na onda, lá vem um
surfistinha, um pampinho a curta distância. Este bicho é realmente brigador e
sabe fazer uma boa apresentação de entrada. Tirei o anzol e minhas meninas
correram me pedindo para soltar, deixei minha filha mais nova soltar o pequeno
que saiu igual um torpedo para dentro da água, minha pequena comentou
"peixe foguete pai".
Ótimo, o que importa é a ação. Então chegou a vez de minha
Versus 3900T, um pelo telegrama de ponta de vara, gosto de uma fisgada assim
onde a ponta da vara aponta para o local onde está o peixe. Fisguei apenas para
confirmar, pois com a festa da ponta da vara não precisava mais nada. Logo pude
ver na onda o "Surfista" levando a linha de um lado para outro, um
Pampo já com um tamanho um pouco maior. "Etá guri valente!!!", brigou
até chegar na areia, fazendo um trepidar como se estivesse encima de uma frigideira
com óleo fervendo.
Tirei o garoto e devido ao tamanho maior, soltei eu mesmo.
Coisa linda ver o "Peixe Foguete" sair a toda para dentro do marzão.
Para completar mais dois bagres pequenos saíram até o final
da pescaria. As meninas já estavam pedindo para voltar para casa. Maravilha de
pescaria, com bastante ação e variedade de peixes, tradicional na pesca de
praia.
O tempo está começando a melhorar para a pesca de praia,
alem de estarmos chegando a calmaria depois do fim de ano, com as previsões dos
jornais que vai chover em pancadas durante o dia, muita gente fica em casa o
que diminui a quantidade de gente na praia liberando para pesca. Eu já sou o
contrário se vai chover uma chuva amena e espaçadas é ótimo motivo para pegar
uns Paratis que gostam desta condição de tempo, alem de não ter ninguém na
praia, só pescadores como eu.
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
Pescaria de final de Tarde - Dica sobre Produtividade na Pescaria de Praia
Levei meu pessoal para praia, estão de férias e eu não.
Porem tinha alguns trabalhos para serem feitos no litoral me facilitando o
retorno no final da tarde.
Nesta terça, concluí meus trabalhos e por volta das 18:00h
já estava em casa. Decidi então arriscar uma pescaria de final de tarde, mesmo
sabendo que mão possuía muito de Luz.
Pesquei até anoitecer e até consegui enxergar, outro
detalhe, utilizei como isca o que encontrei na praia, no caso pequenas tatuíras.
Tive sorte em encontra-las a maré estava em completa vazão, o que realmente
dificultava para encontrar organismos na areia. Outra situação que posso dizer,
quando a maré está em vazão total, a produtividade realmente é muito baixa,
alem das ondas tenderem a perder a força, os canais de peixes não ficam bem
definido, a força da onda é pouca para forma-los.
Segui a estratégia de pescar com as tatuíras vivas, é uma
técnica cruel para as tatuíras, embora a ciência confirme que são encapasses de
sentirem dor, passo o anzol pela calda de maneira a ponta com a fisga sair no
meio do casco (Veja minhas dicas sobre iscas vivas). Esta técnica permite que a
isca se movimente na água num estilo que demonstra ser fácil captura-la.
Não ocorreu nenhuma ação, nada, troquei a isca algumas vezes
mas nenhum movimento. Ao meu redor estavam vários pescadores de final de tarde
e o mesmo pude observar.
O VERDADEIRO PESCADOR DE PRAIA
Neste ponto quero fugir de minha pescaria e falar um pouco
sobre a realidade de um pescador de Praia. Se engana quem acredita que uma pescaria de
praia é uma loucura de ação e sempre se enche o balde de peixe (quando a pretensão
é a captura para consumo).
Todos contam histórias incríveis de muitas capturas, mas
com a experiência que possuo, lamentavelmente um ponto não é contato, o tempo,
isto mesmo, quanto tempo o pescador pescou. Uma pescaria de praia para possuir
certo número de capturas deve possuir no mínimo três horas de duração. Quando
escuto que o pescador ficou pescando vinte minutos e pescou uma variedade de
peixe enorme com muitas capturas, logo imagino, este cara andou assistindo
muitos programas de pesca.
Este é o ponto, quando assistimos um programa de pesca, só presenciamos
o momento de cada captura, muitas vezes para um apresentador fazer um programa
de 20 minutos de duração tem que pescar durante dois ou três dias seguidos.
Mesmo quando teve sorte, levou no mínimo 4 horas para realizar a pescaria.
Temos que lembrar que estou falando de uma pescaria com
variação de espécies, não estou falando aqui de achar um cardume de Pampos e
tirar 10 em um intervalo de tempo pequeno. As vezes damos esta sorte, mas neste
ponto sou matemático, amplia esta sorte quem pesca continuamente.
Então meu amigo, se você está iniciando a pescaria, ou pesca apenas em temporadas, quero lhe dar uma notícia triste, você acaba pegando um ou outro peixe em sua pescaria, não por que não tem peixe, mas sim, devido ao tempo que você pesca, sua técnica e continuidade.
Geralmente uma pesca em praia sadia (sem poluição), num intervalo de três horas gera uma
quantidade de 3 a 8 capturas. Mesmo pescando com mais de um equipamento. Até
por que utilizar muitos equipamentos(varas) compromete a atenção do pescador. Acredito que um pescador consiga atender
apenas três varas sem comprometer a atenção aos detalhes da pescaria.
Vai aqui meu relato, um pouco de experiência vivida e um de
meus ditados "Só pega peixe quem pesca". Se o pescador procura ampliar a chance de captura, alem de pescar em praia sem poluição, possuir boa isca, preparar o equipamento de forma correta e posicionar o anzol no local certo da praia, também necessita pescar durante um intervalo de tempo adequado.
Minhas pescaria não rendeu nada, voltei para casa sem captura hoje. Acredito que dessa vez, o tempo é que foi o maior influenciador de meu insucesso.
Vou, mas volto, com certeza.
Minhas pescaria não rendeu nada, voltei para casa sem captura hoje. Acredito que dessa vez, o tempo é que foi o maior influenciador de meu insucesso.
Vou, mas volto, com certeza.
sábado, 16 de janeiro de 2016
Pampo na praia do Quilombo
Claro que a água deve estar clara e propícia para tal.
Lamentavelmente esta praia possui problema de saneamento básico, existem ligações clandestinas de esgoto na rede fluvial que despeja diretamente na praia, lamentável.
Meu pai possui uma casa próxima, fomos visita-lo, a intenção era o pessoal ir se banhar e eu e meu velho irmos pescar. Meu velho não é um pescador de praia, é um 'pescador de barranco", gosta mesmo é de pescar no rio com vara caipira de bambu. Mas topou ir junto e ficar só olhando em uma cadeira de praia.
Chegamos no local e preparei a tralha, três varas, uma a curta distância (antes da primeira arrebentação na areia), minha Versus mais mole atrás da segunda arrebentação, e minha SuperCast arremessada mais ao fundo, logo no canal na terceira arrebentação.
Tudo certo, tudo preparado, as varas em seus suportes e ficamos no aguardo.
Cheguei as 16:30h e até as 17:30 (mais o menos) nem sinal de peixe. Novamente a água estava muito quente, e sentia que isto poderia influenciar.Um ou outro beliscão sutil na vara a curta distância, sinal de peixes pequenos, mas nada mais.Decepcionante, não é possível que um marzão desses, em um dia tão lindo não iria pegar nenhum peixe. Aguardei por mais um pouco, troquei a isca, reposicionei as varas, muda a direção e os locais, mas nada, nenhuma ação.
Meu velho me convidou para irmos buscar uns mariscos em uma fazenda marinha próxima e tomarmos uma cerveja. Comecei a recolher as varas, já estava ficando com a temperatura mais amena divido a descida do sol.
Recolhi a vara de pesca a curta distância, depois a SuperCast de 4m, tudo muito demorado, até que na Versus um sinal vigoroso de peixe, a ponta deu a magnífica apontada para baixo.
Peguei a vara, fisguei e confirmei, e como resposta recebi um puxão e uma levada de linha. Comecei a recolher rapidamente para não afrouxar a linha, o peixe se meteu em uma bela onda e aproveitou o arranque.
Logo vi o garoto surfando na onda de água clara.
Continuei recolhendo e sentindo os puxões provocado pela mudança de direção do danado dentro da onda. Não tinha dúvida, era um Pampo e de bom tamanho, melhor se for um Galhado. Fui recolhendo com cuidado e próximo da espuma pude ver o bicho, um belo Pampo amarelo. Meu velho logo foi dizendo: "Vamos levar, já dá um frito". Mas depois convenci ele que era apenas um e não adiantaria mesmo sendo Bonito.
Uma pescaria de um peixe só, mas valeu. Valeu para me recordas das capturas de Pampos que já fiz, desta linda imagem de retorna-los para o mar, das brigas deste animal magnífico que já me deu tantas alegrias e emoção.
Fui, mas logo volto, quero pegar uns Pampos Galhados.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
Mar Quente, Peixe nem para remédio
A água do mar estava com uma cara de Pampo, extraordinária.
Ondas Claras, nem muito forte nem muito grandes, as três arrebentações naturais da praia de Piçarras estavam bem definidas.
Peguei minha tralha, emergencial, minha Versos, a secretária (apoio de vara), caixa de material e me mandei. As meninas foram comigo e aproveitaram a água para se banhar no mar.
Ao chegar a primeira impressão que tive e notei é que a água do mar estava muito quente. Achei isto meio estranho, mas preparei tudo e coloquei o material na água, posicionei o chumbo entre a segunda e terceira arrebentação, recolhi um pouco para achar o canal e pronto, era só aguardar.
E aguardar, e aguardar, recolhe, a isca nem mexida, troca a isca, arremessa e aguardar, aguardar.... e aguardar. Nem um sinal de peixe, dava até uma angustia, um mar lindo, tudo muito ideal e nada.
Depois de quase 2 horas de pesca um perdido e minusculo bagre.
Mas não me dei por vencido, pesquei até não enxergar nada. E assim foi, nada.
O mar realmente não estava para peixe.
O meu alerta foi a temperatura da água, muito quente, isto pode espantar os peixes para locais de água mais amena nos 26 graus.
Mas vamos ver como fica amanhã.
sábado, 9 de janeiro de 2016
Começando bem o ano.
Após um longo repouso devido a um problema de saúde (fiquei "descadeirado" como já ouvi falar).
Finalmente me senti apto a dar uma pescadinha para começar bem o ano.
O mar após um longo período de águas turvas e turbulentas finalmente se acalmou.
A água estava limpa na cor verde claro costumeira.
A lua no período está influenciando, gerando mares muito altas e baixas, um aspecto favorável para os que pretendem uma boa produtividade.
Iniciei arremessando na segunda arrebentação, quando cheguei na praia a maré estava muito alta, na praia de Piçarras que costumeiramente possui uma área grande de areia, estava quase só na vegetação de proteção ambiental. Este fato facilitou minha pescaria, pois nesta época do ano a disputa por um lugar na areia pelos banhistas, faz com que quase seja impossível pescar na praia. Com este fato da natureza, a praia ficou liberada com poucas pessoas na praia, os que se aventuravam na água eram retirados por prevenção dos salva vidas.
Não demorou muito para um primeiro puxão, o tradicional telegrama com as três batidas foi dado e a linha foi levada. Ao iniciar o recolhimento a linha começou a dançar de uma lado para outro, era um bom peixe, dando cabeçadas até aparecer na onda. Era um parati barbado de tamanho bom para iniciar muito bem a temporada.
O bicho era bonito, chamou a atenção dos que passavam na praia.
Demorei muito a pegar o celular para a foto, ele começou a se debater e acabou se soltando do anzol. Me atrapalhei um pouco, mesmo agindo rápido, tirando a foto, sua recuperação não foi possível.
Após deixa-lo por um bom tempo na água se recuperando, notei que não voltaria mais a se recuperar. Fiquei com medo de desperdiçar um belo exemplar como este e em respeito a criatura, decidi leva-lo para casa. Coloquei ele em uma sacola, minha suspeita foi confirmada, ele nem reagiu mais.
O Parati é um peixe muito forte, tem a característica de brigar muito e dar tudo de sí, quando é retirado da água geralmente não possui mais forças para se recuperar. Vai aqui minha dica, quando pegar um destes, seja rápido, tire a foto do troféu e deixe recuperar um pouco antes de solta-lo.
A pescaria valeu, a maré baixou muito as ondas mudaram a formação e mais dois pampos vieram a praia. Alguns pescadores começaram a aparecer, já eram 19:00h, notei que não estavam muitos produtivos e quando recolhia os Pampos, principalmente quando os soltavam todos olhavam para mim.
Começou a formar algumas nuvens pesadas, comecei a recolher a tralha para retornar para casa antes da chuva.
Ótima pescaria, como é maravilhoso esta sensação de liberdade, de harmonia com a natureza.
Estero que este ano seja muito bom para pesca, muitas capturas e muita aventura.
Finalmente me senti apto a dar uma pescadinha para começar bem o ano.
O mar após um longo período de águas turvas e turbulentas finalmente se acalmou.
A água estava limpa na cor verde claro costumeira.
A lua no período está influenciando, gerando mares muito altas e baixas, um aspecto favorável para os que pretendem uma boa produtividade.
Iniciei arremessando na segunda arrebentação, quando cheguei na praia a maré estava muito alta, na praia de Piçarras que costumeiramente possui uma área grande de areia, estava quase só na vegetação de proteção ambiental. Este fato facilitou minha pescaria, pois nesta época do ano a disputa por um lugar na areia pelos banhistas, faz com que quase seja impossível pescar na praia. Com este fato da natureza, a praia ficou liberada com poucas pessoas na praia, os que se aventuravam na água eram retirados por prevenção dos salva vidas.
Não demorou muito para um primeiro puxão, o tradicional telegrama com as três batidas foi dado e a linha foi levada. Ao iniciar o recolhimento a linha começou a dançar de uma lado para outro, era um bom peixe, dando cabeçadas até aparecer na onda. Era um parati barbado de tamanho bom para iniciar muito bem a temporada.
O bicho era bonito, chamou a atenção dos que passavam na praia.
Demorei muito a pegar o celular para a foto, ele começou a se debater e acabou se soltando do anzol. Me atrapalhei um pouco, mesmo agindo rápido, tirando a foto, sua recuperação não foi possível.
Após deixa-lo por um bom tempo na água se recuperando, notei que não voltaria mais a se recuperar. Fiquei com medo de desperdiçar um belo exemplar como este e em respeito a criatura, decidi leva-lo para casa. Coloquei ele em uma sacola, minha suspeita foi confirmada, ele nem reagiu mais.
O Parati é um peixe muito forte, tem a característica de brigar muito e dar tudo de sí, quando é retirado da água geralmente não possui mais forças para se recuperar. Vai aqui minha dica, quando pegar um destes, seja rápido, tire a foto do troféu e deixe recuperar um pouco antes de solta-lo.
A pescaria valeu, a maré baixou muito as ondas mudaram a formação e mais dois pampos vieram a praia. Alguns pescadores começaram a aparecer, já eram 19:00h, notei que não estavam muitos produtivos e quando recolhia os Pampos, principalmente quando os soltavam todos olhavam para mim.
Começou a formar algumas nuvens pesadas, comecei a recolher a tralha para retornar para casa antes da chuva.
Ótima pescaria, como é maravilhoso esta sensação de liberdade, de harmonia com a natureza.
Estero que este ano seja muito bom para pesca, muitas capturas e muita aventura.
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