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sábado, 27 de agosto de 2016

Pescaria de Betaras em Piçarras - SC

Piçarras - SC
Este final de semana pude praticar um pouco mais meu hobby preferido.
Geralmente acordo cedo, fico um pouco na cama de teimoso, minha esposa então me deu a ordem esperada: "Por que você não vai pescar".

Não esperei a segunda ordem, peguei minhas tralhas e saí em disparada para a praia.
Desta vez levei material de pesca para pescar na terceira onda mais ao fundo, duas varas de 3,5m. Equipadas com molinete Sport Marines 4000 um Elite 4000 e outro XT 4000.

Logo que cheguei pude ver o mar com suas ondas calmas, mas a água meia turva. A maré estava bem baixa o que me dizia que não teria muita produtividade de inicio. Alem do mais minha isca não estava muito boa, era uma sobra de camarões da ultima pescaria.

Como tudo estava contra mim, ou não dizia ter uma boa produtividade, tratei de arrumar tudo para aproveitar o máximo o tempo com o anzol na água. Arremessei mais ao longe que pude na espera de um peixe maior que estivesse nas redondezas.

Logo de inicio retirei um pequeno Bagre, o que confirmou a cor da água quase um chocolate. A praia de Piçarras sofre esta variação de cor de água devido a direção da maré, em algumas ocasiões levanta mais a areia e faz a água ficar turva, depois que a maré muda e as correntes mudam durante o dia a cor da água vai ficando com um tom verde cristalino, muito lindo, nesta situação dá para ver os pampos surfarem as ondas.

Então chegou o que eu chamo de "Pescador de Panca".
Sabe aquele pescador que só faz pose e não pesca nada, pois é, apareceu um por lá. Levou 1 hora e meia para montar suas duas varas, lavou a isca na água, olhou a temperatura da água, acho que até a direção do vento. No primeiro arremesso, esqueceu de abrir a trava do molinete e lá se foi uma chumbada.

Então me viu tirar o bagrinho e foi para a sua vara, fez a cena que estava tirando o maior peixe de sua vida, levantava a vara até atrás e recolhia rápido ao abaixa-la.
Sempre só vinha o chumbo que pelo visto era muito pesado.
O pescador ao pegar a vará já sente o peixe, a vibração, isto é inconfundível, então se sabe que não tem peixe é só tirar o chumbo da areia e começar a recolher rapidamente para que o chumbo fique levantado e se recolha.

Depois que a maré começou a subir, minhas chances poderiam melhorar, e assim foi, logo senti a vibração e uma briga no recolhimento. Uma betara veio tirar a foto, imediatamente meu vizinho "Panca" saiu para sua sena, parecia que tinha um super peixe, novamente o chumbo.

São situações destas que me faz lembrar o motivo que muitos comentam que não conseguem pescar na praia. Tem que desenvolver a técnica, tem que ser lógica e sentido o que você faz, alias, para todo tipo de pescaria, não é só jogar o chumbo o mais longe que pode e esperar o peixe.

Logo minhas meninas apareceram na praia e chegou a hora de ir embora.
Olhei para o lado e meu vizinho já estava se arrumando também, é....acredito que iria levar mais 1 hora e meia para recolher...

Próxima semana, prometo para mim que terei uma isca fresca e descente.

domingo, 12 de junho de 2016

No inverno se pesca sim. E se Ensina sim.

Ultimamente no sul do pais, estamos passando por uma onde de frio muito maior do que dos últimos anos. Neste final de semana passamos um verdadeiro dia de inverno, sol e céu azul, mas temperaturas a baixo de 10 oC.
A pesca de tainha é a principal atração da temporada, com redes espalhadas por todo canto das praias, os pescadores artesanais fazendo sua colheita do ano.


Não restou muito opção para aficionado como eu. O jeito foi criar algo novo, as meninas me sugeriram para que eu as ensinasse a pescar, claro que já fiz isto em outras ocasiões, mas desta vez era diferente, elas queriam aprender a pescar com molinete.
Pois bem, lá foi eu providenciar dois equipamentos para elas, para começar não seria nada muito pesado, algo simples já daria conta do trabalho.

Treinamos na estrada os arremessos e os fundamentos de como o equipamento funcionava.
Foram evoluindo até já estarem fazendo arremessos com boa qualidade e boa distância.
Agora é só partir para a pratica real, queria algum lugar que produzisse muita ação, assim não as deixaria frustadas.
Fomos na foz do rio Piçarras, onde possui boa estrutura para sentar e colocar a tralha. Isquei os equipamentos com micro anzóis, um camarão dava para iscar umas 5 vezes. Como chumbada, um chumbinho gota de 20g.

Não demorou muito para minha Filha "Gracy" fisgar seu primeiro peixinho de mar, foi uma festa, um micholé da pedra. Tiramos com cuidado e ela toda orgulhosa foi solta-lo.
Depois foi a vez de minha casula "Gi", tirar o que ela chamou de "filhote de tubarão", um pequenino bagre. Mais uma festa, muitas fotos e o peixinho retornou para casa.

Depois foi minha vez de tirar um Bagre de tamanho médio.
Nos divertimos muito, cada uma tirou dois peixinhos e sentiram o gosto da pescaria.
Na volta para casa, passei em uma loja de pesca e providenciei mais chumbinhos de 20g, desta vez algumas tartarugas e carambolas para evitar o enrosco.

No outro dia, para minha surpresa, todos queriam retornar a pescar. Mas tinha que ser em um local diferente. Fomos a Foz do rio que deságua na praia Grande em Barra Velha.
O local já era um pouco mais difícil pois tínhamos que pescar sobre pedras.
A mesma técnica foi utilizada, anzóis minúsculos e não demorou muito para minha caçula tirar um "Filhote de Tubarão". Mas a estrela da pescaria foi os Carapucus, eu tirei dois, que com meu micro molinete deu uma briga boa, e cada uma de minhas meninas tiraram o seu.

Foi uma festa de peixes, muita ação, cada uma pescou três peixinhos. Voltamos contando história para casa, uma verdadeira alegria.

Para quem não foi iniciado pelos pais, estas são lembranças que marcam a vida, guardamos para sempre dentro de nossas mentes, são coisas que guardamos também dentro do coração.
Eu pessoalmente nunca me esqueci o primeiro Acará que peguei com vara de bambu com meu pai de professor do lado.
Faça isto com seu filho também, tenha paciência e ensine a ele uma das coisas mais maravilhosas do mundo, "Uma boa amizade entre pais e filhos".

terça-feira, 7 de junho de 2016

Mais frio que a média da Época

Com a chegada de um frio um pouco maior que a média, no sul do pais, principalmente no litoral norte de Santa Catarina, os pescadores artesanais estão "fazendo a pesca" com a pesca artesanal das Tainhas.

Praticamente toda a orla está cercada por redes que vão da praia mar a dentro. É bonito de ver a retirada das redes com tantos peixes. Esta celebração do homem com a natureza só foi possível graças a proibição da pesca industrial que praticamente não deixava nada para os pescadores artesanais.
Os pescadores Artesanais não agridem a natureza, o tanto que eles pegam de forma manual, não faz diferença se tivéssemos um siclo normal, redes que varem o leito do mar por navios grandes pegando toneladas e toneladas de uma única vez são os grandes vilões da natureza.

Como a praia estava repleta de redes aguardando as tainhas se aproximarem da praia, outros peixes são afugentados, pois não podem cruzar a praia, uma pela presença dos cardumes de tainhas e outra pelo acesso.

Desta forma pescar na praia seria um exercício mais de teimosia do que de ação mesmo.
Aproveitei para praticar meus arremessos e tentar técnicas novas, apelei para a pesca com isca artificial na praia, segundo minhas pesquisas uma isca que rende bons momentos são as colheres, fácil de arremessar e que produzem uma ótima visualização nas ondas.
As colheres devem ser prateadas, na cor "normal de uma colher".

Estava frio e com um pouco de vento, uns 9oC.
Fiz muitos arremessos e pude ver ação na água, até dois puxões que não obtive sucesso de captura.
Para utilizar deve estar o mar bem calmo com poucas ondas, recolhendo vagarosamente até chegar na espuma.

Até pude ver saltar algumas tainhotas, "imaginou se capturo uma tainha"?!! Seria o máximo, mas acredito que isto seria mais um acidente do que uma ação de captura da isca, pois as tainhas possuem bocas muito pequenas.

Até deu tempo de ensinar minhas pequenas como arremessar e manusear os molinetes.
Mas nenhuma captura, tivemos que correr do frio.


sábado, 26 de março de 2016

Pescaria na Praia de Itajuba - Barra Velha - SC

Após uma sexta-feira santa muito chuvosa no sul do pais, no sábado abriu-se uma janela de tempo ótima para uma pescaria de praia.
O céu amanheceu azul sem nuvens com tempo firme.
Cheguei na Praia por volta das 07:00 horas com muita expectativas, fui para praia de Itajuba em Barra Velha - SC. Quando cheguei na areio constatei um mar revolto, água meia turva, muito material orgânico na praia, sinal de uma boa (ou má) ressaca.

Sabia com isto que a pescaria não seria tão produtiva, provavelmente se limitaria a poucas espécies, como Bagres, Betaras e quem sabe algum Parati.


Arrumei minha tralha e como de costume coloque um equipamento na primeira valeta para pesca a curta distância e minha vara maior para a terceira valeta onde estão os peixes maiores.
De inicio pude observar que a pescaria seria muito técnica, uma por que se coloca-se uma chumbada muito leva, não se fixaria no fundo, ou se coloca-se uma muito pesada seria enterrada na areia. 
Tive que testar um pouco, iniciei com uma chumbada para curta distância de 80g, logo pude notar que não pararia no fundo, mesmo tendo aumentado um pouco o peso, costumo sempre pescar com uma de 50g, aumentei um pouco, consegui a fixação, porem tinha que ter cuidado para não deixar enterrar o chumbo na areia.

Na pesca de praia com tombo do chumbo após ser ancorado com o tempo pode ser enterrado na areia, isto ocorre devido ao movimento das ondas que vão tirando a areia debaixo do chumbo, aos poucos vai enterrando.
Duas coisas o pescador deve ficar atento, de tempo em tempo recolher um pouco de linha para puxar a chumbada e não deixa-la se enterrar. Caso ocorrer da chumbada ficar enterrada, vá andando lateralmente pela praia soltando linha mas deixando sempre tencionada, a medida que o angulo vai ficando menor a chumbada se solta, isto ocorre pois a força que pucha a chumbada passa a ser lateral não mais na base que é maior.

Ajustado este ponto, outra dificuldade encontrada é saber quando tinha peixe, pois a sensibilidade de ponta de vara muda, nesta caso quando a chumbada está bem ancorada toda vez que ocorre um afrouxamento de linha  é por que o peixe puxou a chumbada.
E assim foi, observei uma boa afrouxada de linha, recolhi para conferi e senti o peixe do outro lado tentando ir para o fundo, ajustei um pouco o freio do molinete para ficar mais frouxo. Desta forma podemos presenciar algumas roubadas de linha o que aumenta a emoção.

Recolhi o primeiro e tirei um belo bagre, tirei as fotos e devolvi para o marzão.
Depois de algum tempo, ocorreu uma espetacular roubada de linha, o molinete cantou de um jeito que chamou a atenção de quem caminhava na areia.
Fui recolhendo aos poucos e devido a uma "bobeira" minha o peixe escapou.
Não demorou muito para novamente ocorrer a mesma situação, uma roubada de linha e o molinete cantando, desta vez me dediquei em não deixar frouxar a linha e fui trazendo um bonito bagrão para bater uma foto.


Ocorreram mais duas ações, mas não obtive resultados para tira-lo.
Mas as roubadas de linha aumentaram a emoção e criaram muito história para contar.

domingo, 13 de março de 2016

A procura de Paratis

Como nos últimos dias ocorreu um ciclone em alto-mar no atlântico, mudou as mares no sul do Brasil. Ocorreu forte ressaca durante a semana, e o mar ainda estava se recuperando, embora tenha uma maré mais baixa, também devido as fortes chuvas no continente a água das praias estava meio turva. Lembrando uma calda de chocolate e em alguns momentos uma calda de cana.



As 7:00 horas já estava com minha tralha montada, assistindo o espetáculo do nascer do sol, que aparece na praia de Piçarras bem ao centro nesta época do ano. Desta vez estava com boa isca, camarão fresco comprado no dia anterior e que passou apenas por resfriamento.

Também trouxe comigo um grande camarão rosa para fazer uns testes, três desces já dariam a pescaria do período. Já ouvi falar bem deste tipo de isca e só de manusear percebi o forte cheiro de camarão que isala, é um ótimo sinal.

Fui assistindo a maré mudar de cor, estava bem calmo quando cheguei e assim que a maré mudou de vazante para cheia a água ficou ainda mais turva. Tinha esperança de pegar uns bons Paratis, mas pela cor da água, acho que seria um festival de Bagres.
E assim foi, saio o primeiro sem muita reação e disputa, tinha um tamanho padrão, nem grande nem pequeno. Depois tirei mais dois muito pequenos, dava para confundir se eram a isca ou o peixe.


Mudei minha isca para o Camarão rosa, cortei uns bons filés, dei uma espremida para soltar ainda mais o odor e mandei no primeiro canal, logo atrás da segunda arrebentação, quase na espuma da beirada. Logo senti as cabeçadas de ponta de vara, fisguei e o negócio ficou bom, ora afrouxava a linha, ora dava um arranque, estava muito louco o negócio. Uma tira de linha lateral quando estava próximo na marguem e pude ver o que estava acontecendo. Um Duble de Bagres brigando contra a linha, que maravilha, tive que trabalhar mais um pouco para aproveitar as condas para tira-los.

Soltei os garotos, um dele tive que cortar a linha pois tinha engolido o anzol. Nestes casos é só cortar a linha e soltar o bicho, logo o anzol se solta naturalmente em poucos dias.
Não demorou muito para minha vara que estava a curta distância dar um vigoroso sinal, este deu uma emoção, parecia um peixe grande. Trabalhei bem com ele, tentei cansar o bicho, mas assim que chegava próximo da margem voltava a tomar linha. 

Isto é pescaria, esta dúvida que o peixe vai se soltar, esta briga que sua mente tem que administrar a ansiedade, a satisfação de trazer o peixe para fora. Sabe as vezes depois de uma boa briga, dá vontade de parabenizar o peixe.

Um Bagre de tamanho bom, brigou até na areia e quando pensei que iria pega-lo voltou para a água aproveitando uma onda. É assim que eu gosto, "guris de raça". Filmei a soltura do bicho e assisti ele voltar nadando tranquilo para o marzão.

O camarão rosa é uma boa opção, pelo menos nesta primeira impressão. Aumentando muito a ação e captura. A Água foi clareando e mudando para um suco de couve verde clarinho, agora com o forte sol de outono dava para ver os peixes.
Capturei mais um bagre e a isca estava no fim, completando a pescaria tirei um pampinho brigador.

Pena, agora com a água mais clara a variação de peixes iria melhorar, mas já estava na hora de voltar para casa, uma por que a isca acabou, outra por que estava na hora de colocar uma carne na brasa.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Por do sol com peixes.

Nascer do sol
Neste final de semana queria voltar a meu ritmo normal de pesca, acordei as 6:00h de sábado, peguei minha tralha que já tinha deixado preparada na sexta a noite e me mandei para a praia. Sabia que poderia até ter o privilégio de assistir o nascer do sol e observar o dia acordar devagarzinho a beira mar. Pouquíssimas pessoas, somente alguns pescadores foram chegando logo após eu fixar minhas secretárias e um ou outro caminhante de praia.

A maré estava completando o ciclo de alagamento e iniciando o ciclo de vazante, mas pescador que sou "mais vale um dia de pesca com chuva do que um dia de sol no trabalho", vamos lá, pensei em compensar com uma boa isca, varas em várias posições e muita vontade de capturar peixes.

Ao meu lado mais adiante, estava um casal novo, um  rapaz com uma vara menor, via que não estava preparado a pesca de praia com uma vara para pesca no máximo a curta distância. Tentando pegar alguma coisa e ensinando sua esposa ou namorada a tentar arremessar e aprender a pescar. Boa técnica, se o casal cria gosto pelo hobby, um será o companheiro de pesca do outro, o que pode lhe render ótimos momentos juntos e estreitar ainda mais a relação do casal.

Arremessei minha vara longa (Versus 3900T) com duas pernadas e fui iscar minha vara menor para pesca a curta distância. Logo que coloquei a linha no primeiro canal o rapaz me interrompeu todo sem graça, "Bom dia, o senhor sabe se tem uma loja de material de pesca aqui por perto", perguntei a ele o que ouve, tinha perdido a chumbada. Até sei por que, mas isto vou deixar para falar em outro post. Orientei a ele onde tinha uma loja e ofereci a emprestar uma chumbada para ele. O Garoto saiu faceiro continuar sua pesca e disse que devolveria quando fosse embora.

Olhei minha vara maior e notei batidas de ponta de vara. Fisguei para confirmar e senti o peso, comecei a recolher a sobra da linha que era formada por levantar a vara e a puxada ficou estranha, parecia um zig e zag meio sem forma, pesado e atrapalhado. "Acho que é um duble", mas não pareciam peixes muito grandes. Dito e feito um duble de pequenos bagres, "Hia-Hia estava me presenteando".

Bati a foto rápido pois minha vara a curta distância estava dando sinal, fisguei mas não veio nada, o camarão estava todo mordiscado, sinal de pequenos peixes ou siri. Isquei as varas e coloquei na mesma distância só que em posições diferentes.

Quase após o arremesso da vara maior, uma fisgada, fui recolhendo e de repente o peso aumentou e ficou ainda mais louco, fui recolhendo e pude ver mais um duble, dois bagres que tamanho bom.  Bati a foto rapidamente, soltei os garotos e fui ajudar a outra vara que estava louca pulando na secretária. Fisguei e fui recolhendo, pelo tipo de briga de puxar e se fixar era outro bagre. Dito e feito, um outro bagre com inveja da dupla, veio bater foto.

Maravilha pura, em menos de 15 minutos de pesca efetiva, muita ação e 5 peixes. Depois disto, iniciou-se um ritual infinito de trocar a isca, bateu a sirizada que não deu trégua, mudei a vara para todas as posições, a maré está em seu estado mais vazante e pelo sinal de siris não tinha peixe no local.


O jeito foi aguardar o ciclo retornar e ver se pegava mais alguma coisa, observando o nascer do sol magnífico a minha frente e a quantidade de caminhantes que foi aparecendo. Na areia ocorre também um ciclo humano, inicia pelos pescadores, depois pelos caminhantes, depois aparece os bombeiros colocando bandeiras e logo após os banhistas. Quando chega o ultimo ciclo é hora de começar a pensar em ir embora, por que mesmo a praia toda deserta os banhistas sempre insistem em se banhar próxima as varas o que é um risco enorme para o pescador.

Antes de ir embora o rapaz veio até mim e me devolveu a chumbada, sintático perguntou, "pegou alguma coisa ?", mostrei a ele as fotos, ficou admirado pois tinha pegado apenas um pequeno bagrinho. Mas é assim "de bagrinho em bagrinho é que se pega um Pampão".

Hora de voltar, 9:30h fui recolhendo meu material e para terminar bem, um pampinho veio na vara a curta distância, nem quis bater foto, se soltou do anzol quando fui pega-lo e voltou para o marzão rebolando a toda.

Maravilha de pescaria, agora é voltar para casa e domar um segundo café.


Esta  foto bati sem querer mas ficou linda

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Pescando na Praia da Enseada em Barra Velha


A pescaria de hoje foi na praia da enseada em Barra Velha - SC.
O lugar é simplesmente magnífico, protegido por se tratar de uma reserva para a procriação da Coruja da areia, uma espécie hemigâmica (só tem ali) da região.

A praia da Enseada margeia um lingo lago natural, a estrada de chão tem como companheira de um lado o lago e do outra a praia. Por se tratar de uma reserva é proibido acampamentos e construções no local, criando uma excelente praia para prática da pesca de praia, sem falar no privilégio de não possuir banhistas, surfistas, vendedores e até salva vidas. Ressume-se em pescadores e visitantes que somente passam e apreciam o local.

Levei para minha escaria todo meu arsenal, não queria perder a chance de boas fisgadas. Instalei minha SuperCast de  3,80m com molinete Marines Sport XT6000, esta utilizei para pescar mais ao fundo após a terceira linha de arrebentação, uma vara curta para pesca a curta distância com molinete XT2000, e minha Versus 3600T 3,80m com um molinete Marines Elite 3000. Todos com linha 0,20mm com arranque de 0,35mm com duas e três pernadas.

Meu erro já iniciou na isca, acabei esquecendo de comprar uma boa isca. Lembra de minha dica sobre iscas, pois é, utilize sempre camarão que você mesmo tem vontade de comer. Acabei levando camarão que tinha na geladeira e já passou por dois congelamentos, estava borrachudo e sinceramente, não comeria.

Mas mesmo assim, tentei compensar com minha técnica e minha tralha. Armei as varas com 7 a 8 metros de distância uma das outras, uma em cada valeta de pesca, uma na primeira arrebentação, uma na segunda e outra bem ao fundo.

Depois de 1,5 de pescaria, pensei que a coisa não seria muito boa, nem sinal de peixe e minha decepção foi aumentando. Comecei a pescaria por volta das 16:00 horas e até as 18:00, nada, nem um beliscão, só o que me consolava era olhar os demais pescadores, que também não tiravam nada na água.

Minhas mulheres (filhas e esposa) chegaram para me buscar e ficar um pouco por ali, e minha frustração foi se transformando em pânico. Comecei a analisar meus erros, o local e o ambiente, observei que mais uma vez a água estava muito quente, mas muito mesmo, outro fato, muitos peixes mortos na areia. São dois sinais desfavoráveis, peixes mortos pode ser resultado de pesca predatória, onde barcos passam com a rede, rastelando tudo que encontram. 
A água quente do mar é outro fator, pelo que observo em dias assim o peixe procura por águas mais frias, talvez por sentir calor, brincadeiras a parte, a água quente afasta as criaturas da areia e afugenta o peixe por não encontrar nada para comer.

E assim bateu as 20:00h praticamente e não obtive nenhum sucesso, a isca borrachuda, água quente, peixes mortos compensaram o belo dia, com água clara, formação das ondas muito boa pra criação de canais e minha vontade.

Fica para próxima, e fica aqui minha dica "pesque apenas com camarão que você sinta vontade de comer", caso contrário a pescaria somente vai lhe render bons momentos na natureza.



sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Pescaria de final de tarde produtiva.

Nesta Sexta devido a alguns trabalhos próximo do litoral, as 17:00 horas já estava pronto e disponível para dar uma pescadinha. O pessoal ficou de  férias na praia e a "galinha dos ovos de ouro" (eu)  já estava de volta trabalhando.

Costumeiramente saímos de casa na sexta no final da tarde e vamos para a praia, no sábado pela manhã já estamos por lá, com as férias de minhas meninas e minha esposa ficaram na praia, o tempo de ir até em casa e voltar ganhei de pescaria.

Desta vez, iria pescar com duas varas, uma a longa distância para a terceira onda, utilizando minha Sport Marines Versus 3900T e outro equipamento a curta distância na primeira onda, com uma vara curta Sport Marines SuperCast  com Molinete XT2000.

O mar estava com a água clara, ondas com boa formação com a maré iniciando a fase de alagamento, ótimo momento para produzir muita ação a curta distância, pois os peixes menores procuram a maré cheia como oportunidade de colher animais da areia.

Após alguns ajustes e uma sobre posição de linhas (Acabei arremessando a linha da vara a curta distância sobre a linha da outra vara). Ocorre uma navalhada na vara a curta distância, um Baiacu passou legando tudo e não teve o azar (ou a sorte para mim) de ficar preso em um dos anzóis. Sabendo disto a pescaria muda, pois terei que possuir muita sensibilidade para fisgar o danado. Troquei os empates navalhados, isquei, posicionei a linha no mesmo local, e fiquei com a vara em punho.

Não demorou muito para um beliscão, uma fisgada vigorosa com a resposta de um puxão do outro lado, peguei o danado. Fui recolhendo e sentindo o tradicional peso de linha, o baiacu quando percebe sua captura se infla virando um peso morto.

Isto me faz lembrar o motivo que os pescadores esportivos odeiam este peixe, não possui muita briga, pelo menos os menores, alem de necessitar muita técnica para fisga-lo sem empate de aço. Eu já gosto, é um desafio tirar um desses do mar. O garoto era pequeno, tirei com cuidado o anzol que estava no canto da boca, vale lembrar que um descuido com este peixe e você leva para casa somente a metade do dedo. Tirei a foto e deixei que ele se recupera-se na água até voltar a nadar e parar com o disfarce de quase morto.

Muito bem, arruma-se novamente todas as varas, troca-se as iscas, arremessa, muda de posição e direção e finalmente uma fisgada em minha vara maior. Senti que era um peixe pequeno, recolhi e um pequeno bagre veio tirar uma foto na areia. Beleza, tá valendo, voltamos para o arremesso.
Mais uns beliscões na vara a curta distância e um telegrama foi passado, a ponta de vara treme feito louca, este não era um bagre. Fisguei e comecei a recolher, senti o "zigue e zague" na onda, lá vem um surfistinha, um pampinho a curta distância. Este bicho é realmente brigador e sabe fazer uma boa apresentação de entrada. Tirei o anzol e minhas meninas correram me pedindo para soltar, deixei minha filha mais nova soltar o pequeno que saiu igual um torpedo para dentro da água, minha pequena comentou "peixe foguete pai".

Ótimo, o que importa é a ação. Então chegou a vez de minha Versus 3900T, um pelo telegrama de ponta de vara, gosto de uma fisgada assim onde a ponta da vara aponta para o local onde está o peixe. Fisguei apenas para confirmar, pois com a festa da ponta da vara não precisava mais nada. Logo pude ver na onda o "Surfista" levando a linha de um lado para outro, um Pampo já com um tamanho um pouco maior. "Etá guri valente!!!", brigou até chegar na areia, fazendo um trepidar como se estivesse encima de uma frigideira com  óleo fervendo.
Tirei o garoto e devido ao tamanho maior, soltei eu mesmo. Coisa linda ver o "Peixe Foguete" sair a toda para dentro do marzão.



Para completar mais dois bagres pequenos saíram até o final da pescaria. As meninas já estavam pedindo para voltar para casa. Maravilha de pescaria, com bastante ação e variedade de peixes, tradicional na pesca de praia.


O tempo está começando a melhorar para a pesca de praia, alem de estarmos chegando a calmaria depois do fim de ano, com as previsões dos jornais que vai chover em pancadas durante o dia, muita gente fica em casa o que diminui a quantidade de gente na praia liberando para pesca. Eu já sou o contrário se vai chover uma chuva amena e espaçadas é ótimo motivo para pegar uns Paratis que gostam desta condição de tempo, alem de não ter ninguém na praia, só pescadores como eu.


terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Pescaria de final de Tarde - Dica sobre Produtividade na Pescaria de Praia


Levei meu pessoal para praia, estão de férias e eu não. Porem tinha alguns trabalhos para serem feitos no litoral me facilitando o retorno no final da tarde.

Nesta terça, concluí meus trabalhos e por volta das 18:00h já estava em casa. Decidi então arriscar uma pescaria de final de tarde, mesmo sabendo que mão possuía muito de Luz.

Pesquei até anoitecer e até consegui enxergar, outro detalhe, utilizei como isca o que encontrei na praia, no caso pequenas tatuíras. Tive sorte em encontra-las a maré estava em completa vazão, o que realmente dificultava para encontrar organismos na areia. Outra situação que posso dizer, quando a maré está em vazão total, a produtividade realmente é muito baixa, alem das ondas tenderem a perder a força, os canais de peixes não ficam bem definido, a força da onda é pouca para forma-los.

Segui a estratégia de pescar com as tatuíras vivas, é uma técnica cruel para as tatuíras, embora a ciência confirme que são encapasses de sentirem dor, passo o anzol pela calda de maneira a ponta com a fisga sair no meio do casco (Veja minhas dicas sobre iscas vivas). Esta técnica permite que a isca se movimente na água num estilo que demonstra ser fácil captura-la.
Não ocorreu nenhuma ação, nada, troquei a isca algumas vezes mas nenhum movimento. Ao meu redor estavam vários pescadores de final de tarde e o mesmo pude observar.

O VERDADEIRO PESCADOR DE PRAIA

Neste ponto quero fugir de minha pescaria e falar um pouco sobre a realidade de um pescador de Praia.  Se engana quem acredita que uma pescaria de praia é uma loucura de ação e sempre se enche o balde de peixe (quando a pretensão é a captura para consumo).

Todos contam histórias incríveis de muitas capturas, mas com a experiência que possuo, lamentavelmente um ponto não é contato, o tempo, isto mesmo, quanto tempo o pescador pescou. Uma pescaria de praia para possuir certo número de capturas deve possuir no mínimo três horas de duração. Quando escuto que o pescador ficou pescando vinte minutos e pescou uma variedade de peixe enorme com muitas capturas, logo imagino, este cara andou assistindo muitos programas de pesca.

Este é o ponto, quando assistimos um programa de pesca, só presenciamos o momento de cada captura, muitas vezes para um apresentador fazer um programa de 20 minutos de duração tem que pescar durante dois ou três dias seguidos. Mesmo quando teve sorte, levou no mínimo 4 horas para realizar a pescaria.

Temos que lembrar que estou falando de uma pescaria com variação de espécies, não estou falando aqui de achar um cardume de Pampos e tirar 10 em um intervalo de tempo pequeno. As vezes damos esta sorte, mas neste ponto sou matemático, amplia esta sorte quem pesca continuamente.

Então meu amigo, se você está iniciando a pescaria, ou pesca apenas em temporadas, quero lhe dar uma notícia triste, você acaba pegando um ou outro peixe em sua pescaria, não por que não tem peixe, mas sim, devido ao tempo que você pesca, sua técnica e continuidade.

Geralmente uma pesca em praia sadia (sem poluição), num intervalo de três horas gera uma quantidade de 3 a 8 capturas. Mesmo pescando com mais de um equipamento. Até por que utilizar muitos equipamentos(varas) compromete a atenção do pescador. Acredito que um pescador consiga atender apenas três varas sem comprometer a atenção aos detalhes da pescaria.


Vai aqui meu relato, um pouco de experiência vivida e um de meus ditados "Só pega peixe quem pesca". Se o pescador procura ampliar a chance de captura, alem de pescar em praia sem poluição, possuir boa isca, preparar o equipamento de forma correta e posicionar o anzol no local certo da praia, também necessita pescar durante um intervalo de tempo adequado.

Minhas pescaria não rendeu nada, voltei para casa sem captura hoje. Acredito que dessa vez, o tempo é que foi o maior influenciador de meu insucesso.

Vou, mas volto, com certeza.



sábado, 16 de janeiro de 2016

Pampo na praia do Quilombo


Neste sábado, para tirar "ir as forras" da decepção do dia anterior, fui dar uma pescada na praia do Quilombo em Penha-SC.Boas recordações tenho desta praia, é uma praia de tombo com areia grossa que possibilita a captura de Pampos Galhados, Pampos Amarelos com muita produção.
Claro que a água deve estar clara e propícia para tal.

Lamentavelmente esta praia possui problema de saneamento básico, existem ligações clandestinas de esgoto na rede fluvial que despeja diretamente na praia, lamentável.
Meu pai possui uma casa próxima, fomos visita-lo, a intenção era o pessoal ir se banhar e eu e meu velho irmos pescar. Meu velho não é um pescador de praia, é um 'pescador de barranco", gosta mesmo é de pescar no rio com vara caipira de bambu. Mas topou ir junto e ficar só olhando em uma cadeira de praia.

Chegamos no local e preparei a tralha, três varas, uma a curta distância (antes da primeira arrebentação na areia), minha Versus mais mole atrás da segunda arrebentação, e minha SuperCast arremessada mais ao fundo, logo no canal na terceira arrebentação.

Tudo certo, tudo preparado, as varas em seus suportes e ficamos no aguardo.
Cheguei as 16:30h e até as 17:30 (mais o menos) nem sinal de peixe. Novamente a água estava muito quente, e sentia que isto poderia influenciar.Um ou outro beliscão sutil na vara a curta distância, sinal de peixes pequenos, mas nada mais.Decepcionante, não é possível que um marzão desses, em um dia tão lindo não iria pegar nenhum peixe. Aguardei por mais um pouco, troquei a isca, reposicionei as varas, muda a direção e os locais, mas nada, nenhuma ação.

Meu velho me convidou para irmos buscar uns mariscos em uma fazenda marinha próxima e tomarmos uma cerveja. Comecei a recolher as varas, já estava ficando com a temperatura mais amena divido a descida do sol.
Recolhi a vara de pesca a curta distância, depois a SuperCast de 4m, tudo muito demorado, até que na Versus um sinal vigoroso de peixe, a ponta deu a magnífica apontada para baixo.
Peguei a vara, fisguei e confirmei, e como resposta recebi um puxão e uma levada de linha. Comecei a recolher rapidamente para não afrouxar a linha, o peixe se meteu em uma bela onda e aproveitou o arranque.
Logo vi o garoto surfando na onda de água clara.

Continuei recolhendo e sentindo os puxões provocado pela mudança de direção do danado dentro da onda. Não tinha dúvida, era um Pampo e de bom tamanho, melhor se for um Galhado. Fui recolhendo com cuidado e próximo da espuma pude ver o bicho, um belo Pampo amarelo. Meu velho logo foi dizendo: "Vamos levar, já dá um frito". Mas depois convenci ele que era apenas um e não adiantaria mesmo sendo Bonito.


Notei que muita gente me observava, de olho cumprido em cima do peixe - "Será que ele vai soltar? - Não, dá para mim!!!". Tirei ele do anzol, levei ele até a água e deixei que se recupera-se, então vi mais uma vez a imagem que mais gosto, o Pampo voltar para o Marzão a toda velocidade, como se estivesse feliz da vida por ser solto (", e quem não ficaria em tal situação?!").

Uma pescaria de um peixe só, mas valeu. Valeu para me recordas das capturas de Pampos que já fiz, desta linda imagem de retorna-los para o mar, das brigas deste animal magnífico que já me deu tantas alegrias e emoção.

Fui, mas logo volto, quero pegar uns Pampos Galhados.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Mar Quente, Peixe nem para remédio


Hoje ao chegar em casa, pude notar um final de tarde magnífico.
A água do mar estava com uma cara de Pampo, extraordinária.
Ondas Claras, nem muito forte nem muito grandes, as três arrebentações naturais da praia de Piçarras estavam bem definidas.
Peguei minha tralha, emergencial, minha Versos, a secretária (apoio de vara), caixa de material e me mandei. As meninas foram comigo e aproveitaram a água para se banhar no mar.

Ao chegar a primeira impressão que tive e notei é que a água do mar estava muito quente. Achei isto meio estranho, mas preparei tudo e coloquei o material na água, posicionei o chumbo entre a segunda e terceira arrebentação, recolhi um pouco para achar o canal e pronto, era só aguardar.

E aguardar, e aguardar, recolhe, a isca nem mexida, troca a isca, arremessa e aguardar, aguardar.... e aguardar. Nem um sinal de peixe, dava até uma angustia, um mar lindo, tudo muito ideal e nada.


Depois de quase 2 horas de pesca um perdido e minusculo bagre.
Mas não me dei por vencido, pesquei até não enxergar nada. E assim foi, nada.

O mar realmente não estava para peixe.
O meu alerta foi a temperatura da água, muito quente, isto pode espantar os peixes para locais de água mais amena nos 26 graus.

Mas vamos ver como fica amanhã.

sábado, 9 de janeiro de 2016

Começando bem o ano.

Após um longo repouso devido a um problema de saúde (fiquei "descadeirado" como já ouvi falar).
Finalmente me senti apto a dar uma pescadinha para começar bem o ano.

O mar após um longo período de águas turvas e turbulentas finalmente se acalmou.
A água estava limpa na cor verde claro costumeira.
A lua no período está influenciando, gerando mares muito altas e baixas, um aspecto favorável para os que pretendem uma boa produtividade.

Iniciei arremessando na segunda arrebentação, quando cheguei na praia a maré estava muito alta, na praia de Piçarras que costumeiramente possui uma área grande de areia, estava quase só na vegetação de proteção ambiental. Este fato facilitou minha pescaria, pois nesta época do ano a disputa por um lugar na areia pelos banhistas, faz com que quase seja impossível pescar na praia. Com este fato da natureza, a praia ficou liberada com poucas pessoas na praia, os que se aventuravam na água eram retirados por prevenção dos salva vidas.

Não demorou muito para um primeiro puxão, o tradicional telegrama com as três batidas foi dado e a linha foi levada. Ao iniciar o recolhimento a linha começou a dançar de uma lado para outro, era um bom peixe, dando cabeçadas até aparecer na onda. Era um parati barbado de tamanho bom para iniciar muito bem a temporada.

O bicho era bonito, chamou a atenção dos que passavam na praia.
Demorei muito a pegar o celular para a foto, ele começou a se debater e acabou se soltando do anzol. Me atrapalhei um pouco, mesmo agindo rápido, tirando a foto, sua recuperação não foi possível.
Após deixa-lo por um  bom tempo na água se recuperando, notei que não voltaria mais a se recuperar. Fiquei com medo de desperdiçar um belo exemplar como este e em respeito a criatura, decidi leva-lo para casa. Coloquei ele em uma sacola, minha suspeita foi confirmada, ele nem reagiu mais.

O Parati é um peixe muito forte, tem a característica de  brigar muito e dar tudo de sí, quando é retirado da água geralmente não possui mais forças para se recuperar. Vai aqui minha dica, quando pegar um destes, seja rápido, tire a foto do troféu e deixe recuperar um pouco antes de solta-lo.

A pescaria valeu, a maré baixou muito as ondas mudaram a formação e mais dois pampos vieram a praia. Alguns pescadores começaram a aparecer, já eram 19:00h, notei que não estavam muitos produtivos e quando recolhia os Pampos, principalmente quando os soltavam todos olhavam para mim.

Começou a formar algumas nuvens pesadas, comecei a recolher a tralha para retornar para casa antes da chuva.

Ótima pescaria, como é maravilhoso esta sensação de liberdade, de harmonia com a natureza.
Estero que este ano seja muito bom para pesca, muitas capturas e muita aventura.


sábado, 3 de outubro de 2015

Pescando com o que encontrar na praia

Depois de muito tempo sem pescar, devido a compromissos particulares e o mal tempo, este final de semana finalmente sobrou um tempinho.
O tempo estava feio, nem fui atrás de isca apropriada, mas peguei a tralha e fui tentar alguma coisa com iscas que encontrasse na praia.

A praia estava completamente deserta, com um vento a sensação térmica era de 15oC no mínimo.
O mar estava meio revolto, devido as fortes chuvas a água estava meia turva.

Montei minha vara, coloquei na secretária e fui procurar iscas, encontrei um caranguejo e alguns mariscos da areia, isquei tudo e mandei para o fundo. Minha intenção era pescar na terceira bateria de ondas (da praia para o mar), onde a água estava mais limpa.

Não demorou muito para sentir um puxão, empunhei a vara, aguardei a confirmação e ao mínimo toque dei uma fisgada que foi respondida com a levada de linha de um lado para outro.
Puxei a vara e fui recolhendo linha, o bicho brigou forte no inicio e logo parou, sinal de um bagre. Muita gente acredita que o Bagre é meio sem graça para captura, mas uma coisa posso dizer, o primeiro arranque é muito forte, depois do primeiro arranque este peixe costuma tentar se fixar no fundo da areia abrindo suas nadadeiras fortes, isto produz um peso e uma retirada bem difícil e técnica.

Fui recolhendo e tirei meu amigo, não era muito grande, tamanho padrão para a praia.
Novamente isquei, produzindo uma boa trouxa de marisco no anzol e voltei a colocar a chumbada na mesma posição mais ao fundo possível.

Não demorou muito para mais um puxão, dessa vez com direito de puxar o assistente de vara junto. Um pelo puxão arcando a vara e colocando meu ritmo cardíaco em dia. Este deu trabalho, brigou muito, até pensei que era outro peixe, nadava de um lado para outro produzindo um peso na linha me deixando alerta para não forçar muito (estava com linha 25mm).


Um belo bagre branco, deu até trabalho para bater a foto, grande mesmo, pelas minhas medidas o dobro do meu pé (calço 42). Tirei a foto na areia, tentei colocar o pé ao lado, mas quase levei uma esporada, soltei o monstrinho e devolvi para água que saio nadando tranquilamente.

Peguei mais dois bagres no tamanho padrão, quando um puxão me chamou a atenção. Conhecia o estilo, aquela maluquice de levar a linha de um  lado para outro dando "cabeçadas" só podia ser um Paratí. E não deu outra, um Paratí de bom tamanho, estava bem fisgado, fiquei um pouco preocupado pois pela briga o peixe tinha se machucado um pouco e sangrava muito. Tirei rápido o anzol tentando não machucar mais, segurei um pouco ele na água para se recuperar e quando começou a tentar fugir o soltei. 

Monstro de quase 1 metro. 

Peguei mais um bagrinho antes de voltar para casa, feliz pela tirada de atraso.
Vou torcer para que o tempo estabilize, aqui no Sul a coisa está ficando feia com o El Nino.



sábado, 11 de julho de 2015

De Grandes Bagres a um considerável Pampo

Neste final de semana, para me vingar dos últimos dois finais de semana mal sucedidos, pensei em dar uma tentada em praias diferentes.
Minhas esposa queria visitar sua irmão que mora em uma outra praia próxima, então não poderia perder a oportunidade de ficar no caminho em uma praia que desce melhores resultados.
Passei nos maricultores em Penha-SC e peguei camarão fresco, ela me deixou por volta das 15:00 horas na Praia Grande do município de Penha - SC, bem próximo ao Beto Carreiro - Parque temático da região.

A praia é não é muito grande, embora o nome, mas possui várias sequencias de ondas formando um local muito bom para todos os tipos de pesca, possui dois costões de pedras altar e boa arrebentação, ondas para pescar na espuma, a curta distância e para arremessos longos.

Levei dois equipamentos, um para longa com uma vara Versus da Marines Sport, e outra para curta distância que pretendia pegar os pampinhos que por ali habitam. Os últimos dias na região foi muito chuvoso e com mudanças climáticas devido a várias frentes frias, ciclones em alto mar, tempo úmido seguido por seca em poucos dias.
Estes fatores todos alteram a vida marinha e a constância das praias, fora a pesca excessiva com redes a fim de pegar as cobiçadas tainhas da época.

A água embora tudo isto, estava limpa, bem clarinha, ondas fortes mas com muitas sequencias de arrebentação propícia para betaras e outros peixes de fundo.

Arrumei toda a tralha e na primeira hora nem sinal de peixe, apenas uma fisgada que acabei perdendo por não fixar direito a linha no prendedor de engate rápido.
Minha mulher e meninas tinham voltado, minha cunhada não estava em casa.
Finalmente um sinal de peixe, uma fisgada forte, uma corrida forte, ao fisgar, a típica enterrada de areia, "putz! um bagre", Melhor do que nada, não tenho nada contra este peixe, mas realmente sua captura quando de tamanho pequeno é "igual dançar com a irmã, não tem graça nenhuma".

Troquei a isca, coloquei bom pedaços de camarão e arremessei em outra direção mais ao fundo no ultimo canal.
Não demorou muito para mais uma fisgada, dessa vez com presença, estava com chumbo 150g e o peixe levava de um lado para outro com facilidade. Se for um Bagre de novo seria dos grandes.
Dito e feito, um belo bagre que por diversas vezes arcou a vara dando um bom trabalho para tirar, ao final com direito a corrida de volta para a onda e tudo.

Maravilha! Era disto que estava falando, sentir a adrenalina de uma boa briga.
Minha esposa tirou foto de nosso amigo, levei ele para água, deixei recuperar bem para enfrentar as ondas e lá foi o garoto de volta para o marzão.


Arruma a tralha! Já estava começando a escurecer, minha esposa concordou em mais uma tentativa.
Deixei um pouco as varas na água e revolvi desmontar a vara menor, estava recolhendo a linha após tirar os anzóis e chumbada quando minha vara maior quase é levada para dentro do mar com suporte e tudo.
Uma boa arcada de vara seguida por vários puxões malucos.
Caramba !!! É o maior peixe do mundo!!! Bom isto todo pescador pensa.
Corri para fisgar, fisguei para confirmar por que a essas alturas o bicho possuía um enorme pierci na boca. Senti o peso do garoto, pelo tipo de força e briga era um Pampo e não poderia ser muito pequeno. Começou a levar a linha de um lado para outro da onda, retornando para o fundo algumas vezes, com minha vara Versus com carbono muito lenta a sensação realmente era que estava rebocando um submarino.


Após algumas corridas de linha, comecei a vencer a fera e pude ver a surfada na onda, realmente era um Pampo, e não era muito pequeno não. Sei que Pampos podem ficar muito grandes, mas para a região posso dizer que era um bom exemplara.
Tirei o garoto na briga, e foi difícil fazer a pose para foto, "Bicho Bravo!!", após algumas fotos, uma vibração levei o touro para se recuperar na água. Deixei até que ele decidisse ir embora, saio dando coise a toda para dentro do mar fazendo um carreiro na água.
Não sei se curto mais isto do que a própria captura, adoro ver um bicho lindo desses, valente voltar para o marzão com toda sua vitalidade.



Feliz por quebrar o período de má sorte, e faceiro feito "cachorro amarrado com linguiça", cheio de história para contar.
Valeu mesmo, e se valeu.