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sábado, 27 de agosto de 2016

Pescaria de Betaras em Piçarras - SC

Piçarras - SC
Este final de semana pude praticar um pouco mais meu hobby preferido.
Geralmente acordo cedo, fico um pouco na cama de teimoso, minha esposa então me deu a ordem esperada: "Por que você não vai pescar".

Não esperei a segunda ordem, peguei minhas tralhas e saí em disparada para a praia.
Desta vez levei material de pesca para pescar na terceira onda mais ao fundo, duas varas de 3,5m. Equipadas com molinete Sport Marines 4000 um Elite 4000 e outro XT 4000.

Logo que cheguei pude ver o mar com suas ondas calmas, mas a água meia turva. A maré estava bem baixa o que me dizia que não teria muita produtividade de inicio. Alem do mais minha isca não estava muito boa, era uma sobra de camarões da ultima pescaria.

Como tudo estava contra mim, ou não dizia ter uma boa produtividade, tratei de arrumar tudo para aproveitar o máximo o tempo com o anzol na água. Arremessei mais ao longe que pude na espera de um peixe maior que estivesse nas redondezas.

Logo de inicio retirei um pequeno Bagre, o que confirmou a cor da água quase um chocolate. A praia de Piçarras sofre esta variação de cor de água devido a direção da maré, em algumas ocasiões levanta mais a areia e faz a água ficar turva, depois que a maré muda e as correntes mudam durante o dia a cor da água vai ficando com um tom verde cristalino, muito lindo, nesta situação dá para ver os pampos surfarem as ondas.

Então chegou o que eu chamo de "Pescador de Panca".
Sabe aquele pescador que só faz pose e não pesca nada, pois é, apareceu um por lá. Levou 1 hora e meia para montar suas duas varas, lavou a isca na água, olhou a temperatura da água, acho que até a direção do vento. No primeiro arremesso, esqueceu de abrir a trava do molinete e lá se foi uma chumbada.

Então me viu tirar o bagrinho e foi para a sua vara, fez a cena que estava tirando o maior peixe de sua vida, levantava a vara até atrás e recolhia rápido ao abaixa-la.
Sempre só vinha o chumbo que pelo visto era muito pesado.
O pescador ao pegar a vará já sente o peixe, a vibração, isto é inconfundível, então se sabe que não tem peixe é só tirar o chumbo da areia e começar a recolher rapidamente para que o chumbo fique levantado e se recolha.

Depois que a maré começou a subir, minhas chances poderiam melhorar, e assim foi, logo senti a vibração e uma briga no recolhimento. Uma betara veio tirar a foto, imediatamente meu vizinho "Panca" saiu para sua sena, parecia que tinha um super peixe, novamente o chumbo.

São situações destas que me faz lembrar o motivo que muitos comentam que não conseguem pescar na praia. Tem que desenvolver a técnica, tem que ser lógica e sentido o que você faz, alias, para todo tipo de pescaria, não é só jogar o chumbo o mais longe que pode e esperar o peixe.

Logo minhas meninas apareceram na praia e chegou a hora de ir embora.
Olhei para o lado e meu vizinho já estava se arrumando também, é....acredito que iria levar mais 1 hora e meia para recolher...

Próxima semana, prometo para mim que terei uma isca fresca e descente.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Iniciando o ano de 2015.

Estava louco para voltar a pescar e iniciar 2015 com o pé direito.
No dia 05, peguei meu material para curta distância e tentei repetir a ultima pescaria de 2014, pescando somente com o que encontrava na praia. Foi uma decepção, o mar estava meio batido com muito material orgânico na água. Alem de estar muito tarde na praia, pois estava aguardando um primo que queria pescar comigo, aguardei até as 8:00 e então recebi o aviso que ele não viria. Alem de não pegar nada, me roubaram um carretel de elástico para amarrar isca (fundamental com o mar naquelas condições).

Só o que me valeu foi conhecer o Sr. Olinto, ele é um mito na redondezas por tirar um Robalo de 10 kilos naquela praia a alguns anos atrás. Do contrario que eu, ele chegou cedo e pegou uns bons Pampos vermelhos e até algumas Cavalinhas.

No dia 06 então levantei cedo e  as 06:30 já estava na praia. O mar não estava como no dia anterior estava muito mais mexido, muitos galhos e algas verdes na água. Pescar seria teimosia, mas como não podia perder a viagem fique para ver.

Depois de alguns minutos tirei meu primeiro bagre, pensei, nossa meu ultimo peixe no ano passado e o primeiro deste ano, mas o que esperar de uma maré destas.



Estava com duas varas na areai, uma maior para arremessos longos e outra para curta distância. Foi bem desanimador ficar rebocando entulho da água, logo ao meu redor parecia o resultado de uma draga.
Mas persisti, logo as 8:00 horas Sr. Olinto chegou, logo veio conversar comigo, disse ele que acordou cedo mas olhou o vento e o tempo e desistiu,  depois do café decidiu dar uma tentada.


Logo depois da conversa senti peixe na linha, fisguei e consegui trazer esta linda Betara para não deixar meu inicio de ano feio. Já era 09:00 horas e o Sr. Olinto disse que iria desistir, aceitei o conselho dele e voltei para casa já feliz com meu resultado. Realmente o mar não estava muito bom para pescar, o negócio era aguardar os próximos dias e tentar novamente.



domingo, 27 de julho de 2014

Pampinhos de Inverno


Neste final de semana, comecei bem com uma cavala assada no sábado a noite na casa de meu pai.
Ele gosta muito de peixe e para comemorar o dia dos Avós, comprei 2 kilos de marisco e um cavala de 3 kilos para fazer assada na brasa.

O processo é bem simples, limpar o bicho, não tirar a escama, abrir ao meio, colocar na sequencia, limão, sal e pimenta do reino, por fim cortar cebolinha verde e salsa de deixar por cima.
Não mexer em nada até que esteja bem seco, o segredo é  não deixar pegar fogo alto e manter a brasa bem quente.

Aproveitei para pegar um camarão bem fresco para o próximo dia.

No domingo após acordar com muita preguiça fui procurar águas mais limpas.
Voltei em direção ao centro de piçarras e parei alguns metros depois do ultimo quebra mar (ou trapiche de pedra como preferir). A água estava muito limpa com ondas calmas, estava bem de frente para a famosa ilha feia.

Marzão esperando por pescaria

Com minha tralha tradicional, uma vara para arremesso longo e uma para pescar a curta distância armei o chicote com três pernadas utilizando chumbo leve de 100g.

Não demorou muito para o primeiro Pampinho passar o tradicional telegrama de ponta de vara. Fisguei e trouxe ele para fora bater uma foto. Era um Pampo malhado de tamanho pequeno, foi bem fisgado e estava bem saiu. Soltei o garoto que saio a toda velocidade de volta para o mar.

Na sequencia foi a vez da vara que estava posicionada na terceira bateria de ondas, bem ao fundo, fisguei mas não senti muita presença do peixe, parecia pequeno. Uma pequena betara iscada na ultima pernada de anzol.

A maré começou a subir e as onda começaram a ficar um pouco mais fortes.
Tirei mais um Pampo, este brigou bonito surfando de um lado para o outro nas marolas. Só podia ser um Pampo Galhado, notei que esta espécie é mais brigona que as demais, talvez devido ao formato do corpo e as longas barbatanas.

Pampo Malhado

Tirei mais três malhados todos de tamanho menores a curta distância.
Isto me faz lembrar minha estratégia de sempre pescar pelo menos em duas posições de ondas, a curta distância entre a terceira bateria e a segunda, e a longa distância atrás da terceira bateria. Esta simples estratégia permite muito mais capturas que em uma única posição.



Desta vez fiz a festa na curta distância com capturas de Pampos, já a longa distância as capturas foram de peixes maiores mas muito poucas.

No final, quando acabou a isca, peguei um siri e utilizei como isca, porem não obtive muito resultado.

Resultado do dia: 6 pampos, 1 Betara e 1 Siri.




Pampo Galhado

domingo, 22 de dezembro de 2013

Novas Praias - Novas Possibilidades

Após um grande período de abstinência, nestas férias queria testar novas possibilidade, descobrir novos pontos de pesca. Aluguei uma casa em Piçarras durante as férias na pretensão de explorar as praias em direção a Joinville - SC.

A primeira tentativa foi na Praia do Sol em Barra Velha.
Praia de ondas e que não é indicada para banhistas, o que já é uma ótima dica em época de temporada.
O único empecilho é a dificuldade de acesso a praia que possui toda sua orla com casas de veraneio sem muitos acessos a praia. Acabei deixando o carro estacionado na via que leva ao centro de Barra Velha e entrando em um acesso somente para pedestres.

Praia do Sol - Barra Velha - SC
Logo na entrada pude ver o que me indicaram, muitos pescadores, a praia estava lotada deles, me senti muito a vontade. Tinha um pessoal muito equipado com tenda e todo tipo de tralha, uma verdadeira barraca de ciganos.

Arrumei minhas duas varas utilizando camarão rosa que já possuía preparado.
Chegamos por volta das 16:00 horas e acredito que pelas 16:20 já tinha pegado meu primeiro peixe.
Uma cocoroca de tamanho considerável. Devido as ondas somente senti o peixe fisgar, dei um puxão e não senti grandes reações do peixe.
Infelizmente tive que levar o peixe para casa, ele não levou muita sorte, engoliu o anzol que ficou preso nas guelras machucando muito.

As meninas foram junto e estavam impacientes e sabia que minha pescaria não daria mais que 2 horas.

Bela Cocoroca.
Arremessei mais algumas vezes, percebi que pelo formato das ondas deveria tomar cuidado com certa área, pois parecia que possuía muitas pedras.
O pessoal ao lado não levou muita sorte, estavam impaciente tirando a isca a todo momento, se atrapalhando enrolando linha um no outro. Fiquei mais distante arremessando lateralmente em direção contrária ao minha experiencia dizia ser pedras submersas.

Não demorou muito para sentir um leve telegrama de ponta de vara, figuei e trouxe para fora. Uma pequena Betara, bati foto e claro que devolvi para que crescesse e volta-se outra hora.
Sabe, este fato me deixava preocupado, observei outro pescadores que faziam o contrário, mesmo peixes muito pequenos, jogavam na areia, claro que não iriam levar para casa, simplesmente os rejeitavam, uma verdadeira falta de respeito com a criatura. Caras assim, felizmente não evoluem muito e acabam desistindo da pesca.

Pequena Betara
Começou a cair uns pingos e minha garela queria ir embora.
Mas acredito que não fiquei uma hora com efetivamente a isca na água e peguei dois exemplares com algumas beliscadas.

domingo, 1 de setembro de 2013

Pescaria em Barra Velha.

A algum tempo estava querendo ir até Barra Velha e pescar no braço de areia da saída do rio itapocú. Aproveitei que amanhã é feriado e mesmo com chuva saí de casa na expectativa de pescar assim que o tempo desse uma trégua.

Praia totalmente vazia
Minha esposa e as meninas toparam ir junto com a ideia de se caso fosse, me deixar na praia e ir até o centro de  Barra Velha tomar um sorvete.

Para minha alegria quando chegamos em Piçarras, por incrível que pareça , não estava chovendo, observava-se ao redor a chuva mas por ali o tempo parecia estável.

Sabia que a constante queda de pressão estaria me prejudicando na pescaria, mas mesmo assim não vou perder a chance. Neste local segundo indicações é local para pegar peixes maiores pois é uma praia de mar aberto, sem balneários ou enseadas para proteção. Realmente as ondas são fortes e constantes, outra observação é a quantidade de madeira e plantas que são trazidas para praia e que são despejadas pelo rio Itapocú no mar.

Praia totalmente vazia, sabe aquela impressão que aquele marzão está a disposição apenas para você? Estacionei meu carro logo ao lado da praia onde dava para vê-lo, as meninas decidiram ficar um pouco no carro pois ventava um pouco.

Carro estacionado próximo da praia

Joguei a primeira linha as 14:00h e durante quase 2 horas nenhum sinal de peixe, o camarão chegava a ficar esponjoso, comecei a ficar preocupado e achar que o camarão não era bom. Na verdade a isca não era muito boa, peguei em uma peixaria no caminho e estava congelada. Lembra da minha dica - Somente utilize isca que você estaria disposto a comer; e realmente, este camarão eu não estaria disposto em coloca-lo na panela.

Por volta das 16:00h parou um carro próximo de nós (alem dos constantes carros que passavam para visitar a saída do Itapocú que é muito bonita). Um pescador foi chegando de mancinho e puxou conversa, o nome dele é Daniel, iniciou com a tradicional pergunta - E ai, pegou alguma coisa? Ele estava tentando alguma coisa um pouco antes de nós, e da mesma forma estava com a família no carro acompanhando sua pescaria. Conversamos um pouco e ele decidiu montar sua tralha próximo de mim e continuarmos com o pago (Assunto de pescador sempre é pescaria, dicas, peixes...).

Betara de tamanho bom

Bela Betara
Papo vai, papo vem e finalmente uma fisgada vigorosa na minha Super Cast, peguei a vara e fisguei com vontade, uma Betara de tamanho considerável veio bater algumas fotos. O bicho até que rendou alguma resistência e se não fosse o movimento de um lado para o outro acharia que fosse um enrosco.
Tirei as fotos e ofereci se o Daniel não queria ficar com o peixe, já que era grande, ele aceitou. Mas algum tempo e bateu peixe na vara maior do Daniel, ele saiu correndo pegou a vara e colocou vontade na fisgada, trouxe a linha para a margem e nada. Ficamos nos perguntando, mas era peixe, ele observou e notou que a segunda pernada foi arrebentada. Pena, provavelmente era outra Betara de tamanho grande, mas por algum motivo soltou o engate da linha do arranque.

Após esta emoção ao longe começou a relampear e a chuva a se aproximar, hora de arrumar toda a tralha e se retirar, já erram 17:00 horas. Minha esposa e as meninas não ficaram tão entediadas por iniciar uma conversa com a esposa do Daniel.


Tudo certo e voltei para casa com mais algumas estórias para contar. Quero retornar mais no verão com tempo bom, esta praia tem cara de muito peixe.

sábado, 9 de março de 2013

As Betaras da Praia do Rosa

Minha esposa em agosto comprou uma promoção para uma pousada na praia do rosa. Ficamos ansiosos até que finalmente chegou o dia, todos conseguiram pegar folga no serviço o que deu para viajarmos logo na sexta-feira.

Demoramos um pouco para achar a pousada, o nome dela é Pousada Cores do Rosa. Isto por que ela fica atrás de um barzinho chamado Beleza Pura ao qual não dava para ver a placa, só perguntando muito.
A Pousada era bem rustica, mas aconchegante, era composta de vários sobradinhos, na parte de baixo cozinha e banheiro, na parte de cima quarto com lugar para 5 pessoas.

Pousada Cores do Rosa

Mal chagamos e fomos direto para a praia, o acesso se faz subindo o morro e passando por uma trilha de pedras, um caminho paradisíaco que do alto do morro nos deslumbrou com a visão de um lago de água salobra. Logo de inicio já pude ver vários peixes pulando, muitos carapicús nadando na margem, água muito limpa, local muito preservado.

Lado Direito da Praia do Rosa

Lado Esquerdo da Praia

E a Praia então, uma grande extensão de areia o que forma muitas ondas, mas o interessante é que pode-se entrar mar a dentro pois a queda demora a ocorrer, sendo uma praia rasa com várias fileiras de ondas.

No primeiro dia providenciei o reconhecimento do local, observei muitas criaturas na areia, minhocas da areia, mariscos brancos e tatuíras. Isto significa que o local é muito limpo e preservado, realmente não se vê nada jogado no chão e quando alguém se descuida outra pessoa na sequencia já ajunta o detrito.
Catei algumas tatuíras para utilizar no dia seguinte como iscas.

No dia seguinte logo sedo estávamos todos de pé e rumamos para a praia. Por volta das 08:00h já estava com meu equipamento armado, arrumei primeiro minha vara de 2,3m de mais de 19 anos de idade e fui preparar a Super Cast de 3,4m como XT4000 da Marines Sport. Mal consegui coloca-la no secretário (cano de PVC) e minha vara menor já deu sinal de peixe. Tirei ela do secretário rapidamente de dei uma fisgada, o peixe respondeu levando a linha lateralmente pela praia.

Fui trazendo o peixe não dando folga de linha e logo pude ver o "Guri" surfando pela onda na minha frente, era um peixe grande, quando a água começou a ficar rasa e o peixe percebeu voltou para dentro levando linha. Mais um pouco de briga e trago o bicho para fora, uma grande Betara, a maior que já peguei.
A Família toda fez festa e queria bater foto com o "Guri", tiramos as fotos e fui recuperar o peixe, segurei ele  contra as ondas assim oxigena mais rápido e quando percebi que ele queria ir embora deixei voltar para o marzão.

Maior Betara por mim Capturada

Continuei a pescaria, testando iscas como caramujos, mariscos e demorei muito até me adaptar com as tatuíras, bateu o vento, já era próximo do meio dia e o pessoal estava voltando para a pousada estava pintando uma chuva pela frente. Decidi ficar mais um pouco, comecei a iscar as tatuíras de uma forma a permanecerem vivas, pichei tudo para a água e a resposta foi quase que imediata, outra grande Betara, surfando pela onda.

Segunda Capturada

Tava na hora de minha Super Cast fazer algum trabalho pois estava pegando somente com minha vara menor, arrumei novamente a isca com as tatuíras vivas e caprichei no arremesso, não demorou muito para alguém responder no outro lado, mais uma Betara fiquei em dúvida se não era maior que a primeira.

Quase tão grande quanto a primeira

A chuva bateu e a fome também, hora de voltar para a pousada o pessoal deve estar me esperando.
O lugar tem cara de ter muita Betara, mas o concelho que dou é cuidar com os surfistas, pois você está na verdade como penetra na praia, pois a praia é praticamente de surfistas. Outro observação muito importante preserve, não deixe lixo no chão e para finalizar, o local não tem acesso de carro, somente mesmo ficando em uma pousada e seguindo com seu material a pé pela trilha.

Não vejo a hora de voltar para este local, quero pescar também na lagoa natural, que tem cara de ter muito peixe também.

Lago Natural da Praia do Rosa

Vídeo da Lagoa para sentir o lugar.

Link na Revista Pesca e Companhia: Wilsony e as Betaras

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Pescadão na Praia e no Frio.


Conforme combinado, acordei cedinho peguei minha tralha e fui para a praia, 8:30h já estava com anzol na água, meio frio 15o C, menos vento, céu nublado, maré vazante sem onda nenhuma, parecia uma "piscina".
Desta vez não tinha uma alma na praia, sem gaivota no céu, aquele mundão todo somente para mim, ganhei tempo por estar com a tralha toda montada.

Só eu e o Frio.

Utilizei minhas duas varas, uma com molinete leve, vara de ação lenta com linha 30mm, e minha outra vara rígida de 2,3m com linha 40mm. Coloquei um chicote de três braçadas com linha 40mm, utilizando anzóis pequenos iscados com camarão descascados. Não utilizei o elástico para prender o camarão, suspeito que deixa gosto na isca, prefiro iscar o camarão diretamente, transando o pedaço descascado no anzol o que considero que deixa-o bem preso.

Já pelas 9:15h começou os primeiros beliscões,  logo as 9:20h veio o primeiro peixe passando um maravilhoso telegrama em minha vara rígida. Percebi o telegrama, dei uma puxada forte para fisgar e comecei o reboque. Achei que seria um peixe pequeno mas até que tinha um tamanho bom para a praia, era uma Carapicús, estava bem fisgada, como se diz no "canivete" (lado da boca). Como considero que não possuo experiência com pesca de praia, fiquei surpreso por pegar já de inicio um peixe destes, fisgado no anzol de cima do chicote.

Bela Carapicús 

Isquei tudo novamente, aproveitei para trocar os camarões e volta tudo para a água. Pelas 10:45h minha vara menor se arcou e o bicho começou a puxar linha do molinete, corri peguei a vara de dei um puxão o peixe respondeu chegando a bater a ponta da vara na areia, não estava preparado para esta resposta. Foi uma briga emocionante, pensei ter pego uma "mobidique" mas  era uma pampo de tamanho médio para praia fisgado no ultimo anzol de baixo do chicote, fiquei surpreso com a força deste bicho que deu trabalho para tirar da água. Felicidade ao extremo, bate foto, observa o peixe e volta para o mar, "vê se volta outro dia meu amigo para me dar esta alegria de novo".

Bicho Bravo.

Faceiro, Isquei tudo novamente, joga na água e começa a nova espera, observei algumas sardinhas ("Acho") surfando nas ondinhas e mais um outro peixe saltar bem próximo da formação das ondas. Arrumei minha tralha para mais próximo das espumas e aguardei.  Pelas 11:00h novamente minha vara inicia um novo telegrama,  peguei a vara, observei se era mesmo peixe e dei uma fisgada, iniciei a retirada do peixe, era uma pequena Betara fisgada no anzol central do chicote, que beleza, uma variedade de peixes muito boa. Olhei para trás de vi minha família chegando, deu tempo para elas verem a retirada, bate foto, observa o peixe e fomos para o ritual de soltura.

Pequena mais Valente.

Isquei a vara novamente e mal jogo na água um novo puxão desesperado, sabe comecei a perceber a diferença entre a puxada dos pampos e dos outros peixes, um pampo é muito forte e praticamente se fisga sozinho, não dá nem tempo, ele puxa linha mesmo. Era um pampinho menor fisgado no primeiro anzol do chicote. Este teve que ter paciência, pois as meninas queriam bater foto com ele. Volta para o mar, logo em seguida minha esposa convida para voltarmos para casa, hora de desmontar tudo e agradecer a Deus por esta maravilha.

Mais uma para coleção de capturas. 

Todo mundo querendo bater foto com os peixes.


Minha Opinião e Dicas aos Iniciantes:

- Pesque aonde tem peixe, no caso praias limpas. Observe as ondas, geralmente a gente vê os peixes.
- Utilize o material que você tem, claro que linha grossa vai dificultar com as ondas mas não perca a oportunidade. 
- De preferência para iscas frescas, camarão sempre descascado e fresco vai facilitar a colocação no anzol.
- Pesque mais próximo as ondas, pelo que pude perceber os peixes de praia costumam estar mais por ali em busca de petiscos.
 - Tenha paciência, a fisgada de um peixe é bem diferente de uma onda,  o peixe meche a ponta da vara de forma contínua e rápida várias vezes, as ondas mexem a ponta da vara num único movimento geralmente longo e lento.  
 - Tenha perseverança, tente várias vezes, não desista. Observe os demais, pesquise e não perca oportunidade.
- Seja humilde,  uma pescaria pode mudar de ruim para ótima em questões de segundo, basta pegar um peixe apenas. Contar vantagens não é para pescador, por que na verdade para o pescador o que importa não é os peixes que ele pegou mas sim os próximos que ele vai pegar.
- Tenha Consciência, solte o peixe, as vezes é tão emocionante quanto capturá-lo. Tenha respeito com ele, solte-o para pega-lo outro dia novamente. Seja amigo de peixe e trate-o como amigo não como um predador.

Respeite o Peixe, solte para pegar outro dia.


Local: Praia do Quilombo - Penha - SC
Fase Lunar: Nova. 
Maré: Vazante.
Tralha: Molinete Vara Rígida
Isca Natural: Camarão.