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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Peixes de Praia - Michole-de-areia

Nome científico: Diplectrum radiale
Família: Serranidae

Michole da Areia
Tamanho: Chegam a 30 centímetros.
O que come: Crustáceos e pequenos peixes.

Status de conservação: Não está ameaçado.
Pequenos pedaços de camarão em filezinhos e anzóis pequenos são uma fórmula certa para fisgar micholes em áreas com fundo de areia. Devido à boca grande, mesmo iscas maiores podem ser atacadas, bem como iscas artificiais trabalhadas junto ao fundo.


Distribuição Geográfica: Encontrado no Atlântico ocidental, desde a Carolina do Norte e Flórida (EUA), Golfo do México, Bahamas, até o Uruguai. Ocorre por todo litoral brasileiro.

Descrição: Possui corpo alongado e levemente comprimido lateralmente. A boca e os olhos são relativamente grandes para o tamanho da cabeça. A coloração do corpo é levemente amarronzado no dorso e nas laterais, clareando em direção ao ventre, até ficar branco. Possui de 5 a 7 faixas verticais no corpo, de cor amarelado ao marrom, que ficam mais evidentes enquanto o peixe repousa. Uma faixa mediana, mais escura, vai do olho até o pedúnculo caudal, onde possui uma mancha na parte superior do pedúnculo. Linhas azuis percorrem a extensão do corpo praticamente paralelas, e na cabeça essas linhas são irregulares. A  nadadeira pélvica é longa, e a caudal é levemente côncava.
Medidas máximas: 30,0 cm de comprimento e 1,0kg.

Ecologia: Vivem em fundos de areia, desde estuários e praias a baías abertas, costões e recifes, entre três e 80 metros de profundidade.  Habita águas rasas e abrigadas, com preferência por águas quentes. Podendo ser encontrados também em naufrágios ou formações rochosas afastadas da costa. Vivem solitários em pequenos buracos nos fundos arenosos ou debaixo de pedras. Se alimentam de pequenos crustáceos e pequenos peixes capturados próximos do fundo.

Mais nomes populares : Canguito, Jacundá, Margarida, Michole, Michole da areia, Michole de areia listrado, Michóli e Mixole.

Michole-da-Areia

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Peixes de Praia - UBARANA RATO

UBARANA RATO (Albula vulpes)

Nome científico: Albula vulpes
Família: Albulidae
Nomes populares: Banana, Bonefish, Parati.

Características: é um dos peixes mais procurados do mundo pelos pescadores esportivos, devido à sua força descomunal. Muitos, inclusive, afirmam que são os peixes de maior relação força/peso. Boca bastante afilada, inferior, o que lhe rendeu este nome, as ubaranas rato podem atingir um 1 m de comprimento e quase 10 Kg. Corpo delgado, fusiforme, comprimido. Focinho cônico, estendendo-se sobre a boca, cartilaginoso  e  pontiagudo.  Ventre liso, sem escamas.


Coloração: Prateada, tendendo parao azul-esverdeado, com nadadeiras dorsal e caudal mais escurecidas, tendendo para o cinza-chumbo.
Habitat: águas rasas estuarinas, mangues e bocas de rios. Tolera águas com baixo teor de oxigênio. 

Ocorrência:  Litoral norte e nordeste do Brasil. 

Hábitos:  Nadam em águas tão rasas que muitas vezes as pontas de suas nadadeiras ficam à mostra. Peixe muito arisco. Formam grupos de até 100 indivíduos.

Alimentação: Fauna bentônica de crustáceos, moluscos e pequenos peixes.
Reprodução - maturidade sexual é alcançada aos 2 anos. 

Predadores: Naturais - tubarões e barracuda.
Ameaças pesca predatória, poluição e destruição do habitat. 

Pessoalmente os exemplares que capturei em praia não passavam de 30 cm, mas são peixes que brigam muito até estar em mão. Vale lembrar que é um peixe sensível, deve-se esperar recuperar o folego antes de soltar na onda.

Outra dica interessante, este peixe somente apareceu em minhas capturas utilizando como isca as minhocas da areia, nenhuma ocorrência utilizando camarão, marisco da areia, tatuíra ou corrupto.

Pequeno Ubarana Rato.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Peixes de Praia - Marimbá


Marimbá 
Nome Popular
Marimbá / Marimbau / Silver porgy
Nome Científico
Diplodus argenteus
Família
Sparidae
Distribuição Geográfica
Ocorre em águas temperadas quentes do Atlântico ocidental e em todo Brasil.
Descrição
Corpo ovalado e comprimido lateralmente. Coloração prateada com o dorso levemente mais escuro. Possui uma mancha característica no pedúnculo caudal.
Ecologia
Peixes comuns em águas rasas, formando pequenos cardumes em fundos rochosos e de corais, também em praias. Costumam compartilhar os espaços com sargos-de-beiço, sargentinhos, pirangicas e cocorocas. Alimentam-se de tudo, algas, moluscos, crustáceos e invertebrados.
Tamanho mínimo de captura
Regiões Sudeste/Sul - IBAMA: Portaria nº 53/05
medida: ----
Cota de Captura
Peixes marinhos: 15kg + 1 exemplar (Portaria Ibama n° 30/2003)
Dicas: Muito brigador, tomar cuidado com o pequeno bico que este peixe possui, embora pequeno pode causar ferimentos na retirada do anzol.
Exemplar Capturado

Exemplar Capturado


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Peixes de Praia - Baiacu Arara

Baiacu - Lagocephalus laevigatus
Popularmente Baiacu Arara ou Baiacu Amarelo.




É um peixe da família Tetraodontidae (com quatro dentes), nativo do Atlântico ocidental e na costa africana, da Mauritânia à Namíbia.
Não possui escamas. A coloração do dorso é variável, indo do verde-amarelado ao azul-acinzentado. São brancos na zona lateral e ventral, onde apresentam pequenos espinhos. A boca é pequena e em posição terminal. Possui muita força na mordida, partindo linhas e até mesmo anzóis com relativa facilidade.Os maxilares têm a placa dental dividida ao meio. Não são considerados tóxicos ou venenosos, podendo ser consumidos sem riscos de envenenamentos, pois seus músculos e outros órgãos viscerais possuem um nível de TTX (tetrodotoxina) residual e, portando, rapidamente excretável pela urina . Sua carne é muito apreciada. 
Chega a atingir cerca de 60 cm de comprimento. Vivem em regiões costeiras, de baixa profundidade e em estuários, preferindo substratos com areia e lama. Os adultos têm hábitos pelágicos. Encontram-se em grupos de pequena dimensão, ou vivendo solitariamente.

Habitat: áreas costeiras, sobre fundos de areia ou lama, em profundidades entre 10 e 180 m. 
Ocorrência – em todo o litoral Angolana

Hábitos: pelágicos em pequenos grupos ou solitários. Quando perturbados, ingerem água que é mantida sob pressão no estômago ou em uma invaginação do mesmo, por meio de dois esfíncteres: cardíaco e pilórico, ou por um esfíncter da própria invaginação, tornando-se globulares. Durante a exposição ao ar, esses peixes também podem inflar e após retorno à água, o esvaziamento é promovido pela ação combinada dos esfíncteres e da musculatura abdominal. 

Alimentação: peixes e camarões.

Ocorrência: Pode ser encontrado em todo o litoral brasileiro   

Dicas: Reforçar o lider com um cabo de aço devido aos fortes dentes dianteiros que podem cortar a linha com muita facilidade. 
A limpeza do peixe é fácil, basta tirar o couro e ter muito cuidado para não danificar viceras do animal, próximo ao intestino possui duas glândulas de cor preta (Pequenas bolas, semelhante a biles de um animal) que se estourar danifica o gosto da carne. 

Atenção:  Cuidado dobrado com os dentes desse animal, podem causar grandes ferimentos e até mesmo amputações.

Exemplar Capturado

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Peixes de Praia - Peixe-Espada


O Peixe-espada (Trichiurus lepturus) é um peixe teleósteo, perciforme, da família dos triquiurídeos, das regiões tropicais e temperadas dosoceanos.
Chega a atingir até 3,5 m de comprimento, possuindo corpo alongado com a cabeça cônica e a cauda pontiaguda (semelhante a uma espada), bocaprognata com fortes dentes, nadadeira dorsal inteiriça e anal com espinhos. É muito encontrado no comércio e também na pesca esportiva.
Como o atum,o peixe-espada pertence ao grupo dos peixes azuis, que possuem maior quantidade de gordura ômega-3, parecida com a vegetal, de tão saudável. A carne deles também contém mais selênio do que a dos peixes brancos.
O espadarte é por vezes chamado erroneamente de peixe-espada.

Curiosidades

O género usado Aphanopus carbo, chamado "espada" é um peixe muito apreciado, onde é capturado e abundantemente consumido. São vários os pratos tradicionais que têm como ingrediente este peixe, sendo famoso o de peixe espada acompanhado por banana.
Este peixe existe justamente em aguas frias no oceano atlântico.
No período noturno, quando se aproxima mais de águas rasas, pode ferir pescadores que estejam manejando picares, isso ocorre mesmo com exemplares pequenos, pois saltam fora d’água, com a boca aberta; e assustar pescadores submarinos por serem atraídas pelo feixe de luz da lanterna e ficarem encarando o pescador, tornando-se inclusive um alvo fácil, após passado o susto(apesar de amedrontadoras, não atacam o mergulhador).


Pequeno exemplar capturado

Peixe brigador de primeira linha, sua principal isca é a sardinha, e a técnica mais usada, é a pesca noturna com boias luminosa. Deve-se tomar o cuidado de colocar empares de aço após os anzóis ou grateias, devido a possuir dentes muito afiados, sem os empates pode cortar a linha com facilidade.

Tamanho mínimo para captura: 70 cm

Como Pescar Peixe Espada com Bóia

Como a pesca na maioria das vezes deve ser realizada a noite onde a probabilidade de sucesso é bem maior, então você vai precisar usar uma bóia luminosa que pode ser de dois modelos, com LED ou com Luz Química, o melhor normalmente é utilizar a bóia com LED, esta bóia utiliza uma pilha CR2032 e fica acessa por horas também fica bem mais visível do que bóias com Luz Química, os famosos Star Light. Compre pelo menos duas bóias e leve pilhas reserva também no caso de algum imprevisto. Se você por acaso resolver tentar pescar peixe espada de dia então pode utilizar um bóia de isopor normal tamanho grande.

Além da bóia luminosa você vai precisar de chumbos oliva de 20 a 25 gramas, empate de aço de uns 10 a 15 cm, destorcedor e garatéias para poder preparar corretamente seu material para a pesca do peixe espada.



Equipamento para pesca de Espada



quarta-feira, 11 de julho de 2012

Peixes de Praia - Carapicús


Carapicús (Eucinostomus melanopterus)
ou escrivão, riscador e cacundo.



Características: Quando planejamos uma pescaria, geralmente vamos atrás dos tipos de peixes preferidos, principalmente dos grandes exemplares como grandes pampos, robalos e corvinas.
Porém, tem dias que eles não aparecem e dependendo da praia que estivermos, podemos encontrar uma grande diversidade de espécies que também nos oferece uma boa briga e diversão.

É o caso do Carapicú (Eucinostomus melanopterus), origina-se do nome em tupi akará pukú também conhecido como escrivão na região sul do país, peixe prateado brigador com cerca de 15 a 20cm e com a boca protrátil, que estende-se a frente em forma de tubo quando vai se alimentar, anda em cardumes a meia água, por isso se encontrarmos o cardume a alegria é certa!

Ao arremessar o conjunto é deixar a linha bem esticada que se tiver o cardume por ali, começa a festa, pode ocorrer do cardume estar bem ativo, assim, muitas vezes não dá nem tempo de colocarmos o caniço na espera, se a pescaria estiver nessas condições, é arremessar e vir recolhendo lentamente.

Parente do carapicu-açu, a espécie é muito comum no litoral do Rio de Janeiro. Os exemplares da espécie são, geralmente, pequenos, que raro ultrapassam 12 a 13 cm de comprimento e peso superior a 80g. Têm o corpo alongado e um pouco comprimido, com o focinho curto e a boca pequena, em forma de ventosa. Os olhos são grandes em relação ao corpo, bem redondos e vivos. A nadadeira dorsal tem a parte superior denegrida, com dois a três acúleos maiores, e a anal uma parte espinhosa moderadamente desenvolvida. Ela apresenta o segundo acúleo muito forte. As nadadeiras peitorais são falcadas e as ventrais pequenas. A caudal é bifurcada, pequena e nua, com pedúnculo caudal estreito. A nadadeira dorsal se estende até próximo da caudal o que lhe proporciona maior estabilidade. As escamas são moderadas, ciclóides e brilhantes, com coloração prateada. Uma peculiaridade é a linha lateral bem visível ao longo do corpo, aparentando ser um peixe de máxima sensibilidade.

Hábitos:
 A espécie realiza suas funções naturais quando a temperatura da água está por volta de 20 ºC a 26 ºC, faixa de temperatura de conforto térmico. É dentro dela que os peixes conseguem se alimentar, reproduzir e se desenvolver normalmente

Curiosidades:
 Os caparapicus são onívoros, pois sua dieta é composta tanto de alimentos de origem vegetal como de origem animal, mesmo que eles tenham uma visível preferência por carnes. Os exemplares atingem a maturidade sexual antes dos 15 meses de idade e preferem águas tropicais para desovar.

Onde encontrar:
 Podem ser vistos na maioria das vezes no Nordeste, mas em alguns casos são encontrados no restante do litoral brasileiro, geralmente em águas costeiras, onde as estruturas de pedra se juntam com fundos de areia. Habitam águas tropicais e temperadas quentes e costumam ficar na superfície, agrupados em grandes cardumes, permanecendo perto da costa. A espécie tem preferência por lugares próximos a estuários, praias, costeiras, na coluna d'água, perto de fundos de areia e cascalhos menos turbulentos. Vivem em água abertas em torno de ilhas e baías, e é bastante comum encontrá-los em praias de areia.

Dica para pescá-lo:
 O carapicu, com sua bela cor prateado-brilhante, chama a atenção dos pescadores. Para pescá-lo, deve-se usar material leve e iscas de camarão ou mariscos em pequenos pedaços. Além disso, por ser de pequeno porte, pode ser usado como isca natural para a captura de peixes maiores.


 Exemplar Capturado.


quarta-feira, 4 de julho de 2012

Peixes Exóticos - Truta Arco-Íris


Nome popular:Truta Arco-Íris
Nome científico:  Oncorhynchus mykis


          
A truta é um peixe da família do salmão. A variedade Arco-Íris é originária das águas puras dos rios das montanhas da América do Norte (Estados Unidos, Canadá e Alaska). Na Europa sua melhor adaptação se deu nos rios dos Alpes e dos Pirineus. Na América do Sul adaptou-se bem nos Andes e nas serras brasileiras, onde foi introduzida em 1949, com ovos trazidos da Dinamarca. São encontradas nas serras de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. 

“As primeiras notícias sobre a introdução da truta arco-íris no Brasil, datam de 1949, quando o Ministério da Agricultura, através do engenheiro agrônomo Ascanio de Faria, importou ovos embrionados da Dinamarca colocando-os nas nascentes dos altiplanos da Serra da Bocaina, no estado de São Paulo, quase divisa com o Rio de Janeiro; que a literatura especializada na pesca esportiva parece ter esquecido de mencionar.”  OLIVEIRA, Luiz Felipe Daudt, 2004 - TRUTA DA FLORESTA TROPICAL - A Floresta Tropical Desempenha o seu papel

É um peixe de escamas; alongado e um pouco comprimido. A coloração do dorso varia do castanho para esverdeado, as laterais são acinzentadas e o ventre esbranquiçado. Apresenta pintas escuras espalhadas pelo corpo e nadadeiras. Alcança até 60cm de comprimento total e 2kg. Com 30 centímetros e 250 gramas, apresenta a condição ideal de consistência e sabor para o consumo.

Peixe exigente, só atinge o tamanho e o vigor necessário em ambientes saudáveis, com água pura, bem oxigenada, de baixa temperatura (entre 13 e 17 graus C), cristalina e corrente. Por isso a truta é um dos poucos peixes cujo consumo pode ser feito sem o risco de contaminação. É carnívoro e alimenta-se de outros peixes e insetos.

“No habitat natural são encontradas em poços, piscinas, áreas abaixo de cachoeiras, galhadas, pedras submersas, ou qualquer outro lugar capaz de prover-lhe refúgio e alimentação. Vivem entre cinco e sete anos, sendo que seu desenvolvimento depende diretamente das condições do meio que habita, em especial, da disponibilidade alimentar. Trutas residentes em lagos ricos em alimentação tendem a ser maiores que as de rios.”

“Para justificar o nome, a truta arco-íris pode assumir diversificada gama de cores e tonalidades, que variam de acordo com o ambiente, o tamanho e a maturidade sexual. O dorso e a parte superior do é escura, oscilando entre verde oliva e azul escuro; lateral em tons de prata, amarelo palha ou verde, e a barriga é branca. Exibem ainda uma faixa lateral vermelho-rósea, e um número variável de pontos pretos ao longo do corpo.”

“Tais características fazem com que esta espécie seja procurada por pescadores do mundo inteiro, os quais partem para regiões remotas do planeta, como o Alasca, Chile ou a Patagônia, em busca desse verdadeiro troféu. Aliás, sua fama de peixe esportivo é secular, pois foi ela quem inspirou o homem a desenvolver a pesca com iscas artificiais, sobretudo com moscas, as quais eram atadas unicamente com a finalidade de capturá-las”. (Fonte: Revista Troféu Pesca – TP 250)

Esta espécie geralmente é pescada através do sistema de Fly fishing ou chamado pesca com moscas, logo pode ser capturada facilmente com o sistema de Fly Caipira. 
Como habita rios que costumam ter pedras e corredeiras, deve-se no Fly Caipira tomar cuidado para não quebrar as boias de arremesso jogando-as sobre as pedras, o que torna a pescaria ainda mais técnica.

Exemplar Capturado.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Peixes de Praia - Carapeba


Carapeba (Diapterus rhombeus)
ou Acara-Peba.



Características: Boca extremamente protrátil, formando um bico voltado para baixo, com cobertura bucal muito pequena e desguarnecida de dentes. Possui apenas 2 raios ósseos na nadadeira anal. Atinge até 40 cm de comprimento e 8 kg de peso. Coloração prateada, escura no dorso, nadadeiras anal e pélvicas amarelas.

Pois é, a Carapeba (Diapterus rhombeus), que é da mesma família Gerreidae do Carapicú, oferece aquela puxada que o pescador fica sempre esperando, podendo chegar ao dobro do tamanho do seu primo, ela chega aos 40cm e 1,3kg gosta de água quente, também possui a boca protrátil, que estende-se a frente em forma de tubo quando vai se alimentar, os grandes exemplares, andam geralmente em pequenos grupos ou solitários, por isso, na maioria das vezes que elas aparecem, pescamos um ou dois grandes dentro de uma pescaria, somente formam maiores grupos na época de reprodução. Portanto, um exemplar acima de 35cm já é um grande troféu dentro da espécie. 

Habitat: ambientes costeiros. Pode ser encontrado também em água salobra, lagoas e mangues.

Ocorrência: toda a costa brasileira.

Alimentação: algas e pequenos invertebrados.

Ameaças: poluição, destruição do habitat e pesca predatória.

Dicas: A pesca deve ser feita sobre o funda da areia ou cascalho. Use linha de 15lbs a 20lbs e anzol de 2 a 1/0, com material médio. Utilizar como isca filé de sardinha, camarão descascado, siri e lula.

Exemplar Capturado

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Peixes de Praia - Betara


Betara (Menticirrhus americanus e M. littoralis)
Ou Papa-terra


Peixe de escamas; corpo alongado e comprimido; boca voltada para baixo; barbilhão curto e duro na mandíbula. A coloração prateada, com manchas escuras alongadas sobre a cabeta, o dorso e os flancos; o ventre é esbranquiçado. Dificilmente ultrapassa 60cm de comprimento total e 1,5kg.

É um peixe muito comum ao longo do litoral brasileiro, com maior ocorrência na região Sudeste. Habita os canais que se formam nas praias arenosas, sendo que os indivíduos adultos ficam no fundo e os jovens nas águas mais rasas. Alimenta-se de pequenos peixes, crustáceos, moluscos e minhocas, que ficam expostas pela atpo das ondas.

Características:
 Devido à ampla distribuição, têm diversos nomes populares e assim são conhecidas como Betaras, Pernas-de-Moça e Papas-Terra, entre outros. Duas espécies são comumente encontradas na costa brasileira: a Menticirrhus americanus e a M. littoralis . As duas podem ser facilmente distintas pelo colorido geral, enegrecido e manchado na primeira e prata brilhante na segunda. Outro aspecto de fácil visualização e bom para separá-las é que na Menticirrhus americanus as nadadeiras peitorais ultrapassam as extremidades das ventrais e na segunda isso não ocorre. Outra característica que também permite separação mais segura é que na Menticirrhus americanus os dentes do maxilar superior são caniniformes e bem maiores do que os encontrados na M. littoralis. A porção espinhosa da nadadeira dorsal fica em posição mais alta que a posterior. Ambas estão separadas por um forte entalhe até a base. Têm um barbilhão curto no queixo (sínfise mandibular). A bexiga natatória está ausente ou muito reduzida, diferentemente de outras espécies da família Scinidae. A nadadeira caudal termina em forma de S, com lóbulo superior maior que o inferior. Atingem cerca de 0,5 m e 1,5 kg.

Hábitos:
 Alimentam-se de pequenos crustáceos, vermes anelídeos e moluscos. Vivem sobre fundos de areia ou lama, em praias rasas, canais formados ao longo de praias, estuários e dentro de manguezais. São encontradas em profundidades de até cerca de 85 m. Costumam atacar muito bem iscas de camarão e corruptos, mesmo nas águas mais rasas.

Curiosidades:
 Esses pequenos peixes são velhos conhecidos de todos os pescadores de praia. Quando estão com fome, então, a pesca se torna uma grande diversão, especialmente se praticada com material leve. Encontrados com fartura em certas épocas e regiões, distribuem-se de norte a sul do país, sendo especialmente abundantes na última.

Onde encontrar:
 Presentes em todo o litoral brasileiro onde também são conhecidas como Carameterras, Caramuterras, Embeterras e Judeus. Podem ser pescadas em praias, costões, alto mar, foz de rios e canais no litoral. Comuns na pesca de praia, em canais ou valas, onde se alimentam os exemplares maiores. Peixes de porte menor chegam ao limite entre a água e a areia. Em baías, próximas a lajes e parcéis, se encontram mais junto ao fundo de areia. Como iscas, usam-se minhocas de praia e corruptos, muito produtivas, além de sarnambis, tatuís ou tatuíras e os versáteis camarões.

Dicas para pescá-lo:
 As Betaras alimentam-se junto ao fundo. Logo, quando mais próximo ao leito sua isca se encontrar, mais suas chances de sucessão. Entre o chicote e a linha principal, acrescente chumbada tipo oliva de peso inferior à principal, para manter o rabicho deitado junto ao fundo de areia.

Exemplar Capturado.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Peixes de Praia - Pampo


Pampo (Trachinotus Carolinus)
ou pampinho.


Características: Peixe de escamas com corpo alto, arredondado e comprimido. Os primeiros raios das nadadeiras dorsal e anal são alongados atingindo ou ultrapassando o pedúnculo caudal, dependendo da espécie. Coloração do dorso é azulada ou esverdeada e a do ventre prateada. Alcança 50 cm de comprimento e até 5 Kg de peso.

Iscas para Pampo: Camarão Morto Preferencialmente sem Casca em filés, Corrupto, Camarão Vivo , Tatuí , mexilhão sem casca.

Onde pescar Pampo: É encontrado em toda a costa brasileira, posicionando-se com maior freqüência em praias rasas, principalmente na espuma das ondas em maré crescente.

Curioso, porém se torna arisco a qualquer sinal de perigo e seus movimentos são rápidos e objetivos. Normalmente gosta de lugares rasos e batidos, embaixo da espuma e rampas de marisco. Raramente você encontra algum nadando no fundo. Sua carne é muito branca, saborosa e bem consistente, alguns o chamam de galinha do mar.


Técnicas de pesca: Deve-se utilizar um equipamento composto por uma vara de 3 a 4,2m de comprimento, um molinete ou carretilha com capacidade para armazenar 150m de linha com 0,25mm de diâmetro e anzóis com haste curta de tamanho 2/0 ou 3/0. A chumbada deve variar com a correnteza e distância do arremesso.
Tanto para a pesca de praia quanto para a pesca embarcada, deve-se utilizar como isca, a que mais fácil for encontrada na região (camarões , peixinhos, etc.), já que é a que o peixe está acostumado a comer sendo portanto a mais eficiente.

Dica: O formato arredondado do corpo, faz com que este peixe tenha muita força, promovendo grandes corridas quando fisgado. Equipamento regulado e perícia durante a briga, são as vantagens dos bons pescadores.
Os chicotes devem ser um pouco mais compridos e as pernadas maiores que 50cm (geralmente se usa somente uma), para que a isca fique mais longe do fundo, a meia água, onde os pampos costumam atacar com mais freqüência.

Melhor época: Nos meses mais quentes do ano: novembro, dezembro, janeiro e fevereiro.

Tamanho Comum nas Praias

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Peixes de Praia - Parati


Parati (Polydactylus oligodon)
ou parati-barbudo, barbado, barba ou gato.


Em linhas gerais, o parati-barbudo (Polydactylus oligodon) é uma espécie de pequeno porte, medindo em média de 15 a 20 centímetros. Também é conhecido como barbado, barba ou gato. Apresentam duas tonalidades de cores diferentes, cinza-prateado e amarelo-prateado com o focinho alongado, sendo que o cinza é o que vem a se tornar os maiores exemplares da espécie.

É encontrado em toda a costa brasileira, posicionando-se com maior freqüência em praias rasas, à meia-água e na superfície, quando é comum avistarmos pescadores artesanais pescando-os com pequenas tarrafas, atrás dos cardumes nas beiras. Nas praias de tombo, eles aparecem mais no período noturno.

Curiosamente, notei que o parati mostra-se mais ativo em condições adversas, com tempo nublado e com vento, tornando-se, então, uma excelente opção para essas situações. Esta mesma conclusão tenho observado com outros pescadores através de conversas e depoimentos na internet.

Equilíbrio e briga boa

Considerando que o porte desse peixe é pequeno, podemos usar equipamentos leves e médios para essa pescaria. Os mais indicados são caniços de 2,7 a 3,9 metros, leves e de ação lenta, formando conjuntos com molinetes pequenos e médios. 

- Linhas: opte pelas mais finas, como a de 0,18 mm. Mas o iniciante pode usar, com segurança, o nylon de 0,25mm.
- Anzóis: pequenos e médios, como os modelos Maruseigo 9, Kawahagui 6, Massu 7, Akita 9 e Hansure 5.
- Iscas: o parati é um peixe voraz, que ataca qualquer tipo de isca. Pode-se usar minhoca de praia e sardinha, mas o camarão produz os melhores resultados, de preferência fresco e do tipo sete-barbas.
- Chicotes e chumbos: costuma-se usar chicotes com dois rotores, tanto de aço como de miçangas. As pernadas têm aproximadamente 40 cm e o chumbo é do tipo pirâmide, de 50 g. 

A “barba” dos paratis

A curiosidade fica por conta daqueles fios localizados debaixo da boca, justificando a “barba” ou “bigode” do peixe. Essas extensões garantem alta sensibilidade tátil e química ao peixe, ajudando-o na busca por comida nos canais de praia. 


Exemplar Capturado.


quarta-feira, 23 de maio de 2012

Peixes Exóticos - Carpa-Cabeçuda



Carpa Cabeçuda

Nome científico: Anstichtys nobilis
Família: Pimelodidae
Características: Entre as carpas é a maior de todas, podendo atingir mais de 25 Kg, e em um ano de cultivo, pode alcançar  de 2 a 4 Kg. É um peixe de origem chinesa, procriado em laborátorios Piscicultores. Se alimentam de Fito-planctons (Micro algas). Este é um peixe de hábitos estranhos. Um dia pega-se com uma facilidade imensa e um dia depois você pode tentar tudo que não adianta, já foram encontrados espécies com mais de 50 Kg.
Habitat: Peixe de água doce de origem asiática. Vivem em rios e represas sendo encontrados nas regiões sul e sudeste do Brasil.

A pesca de Cabeçudas é um pescaria de espera, muito tranqüila porém com resultados bem pesados. Existem pesqueiros que tem exemplares de carpas com mais de 50kg e esse seria um troféu na linha de qualquer pescador.

Dica: O ponto principal dessa pescaria é a massa. A Cabeçuda é um peixe que não ataca a isca, ela não morde. Ela apenas filtra as partículas de alimento na água. Por esse motivo é que a massa deve ser bem doce e bem esfarelenta, para que se crie um rastro de partículas na água atraindo o peixe até o anzol.

Atraída por essas partículas as carpas se aproximam da “coxinha” de massa”, literalmente assopram para tentar desprender mais partículas e em seguida sugam as mesmas e é nesse momento que ela acaba engolindo o anzol líder e acaba fisgada.


Por isso que muitas vezes a bóia fica se mexendo pra lá e pra cá um bom tempo antes de afundar. Portanto, não é necessário fisgar, pois assim que a bóia afundar, o peixe já estará fisgado. Apenas estique a linha e comece a briga. De preferência deixe a fricção um pouco mais aberta do que o normal, pois a carpa tem a boca muito frágil e você poderá perder o peixe.

Como Pescar: O material é simples. Uma vara de preferência com 2,20 ou mais, linha 0,35 a 0,40mm, uma bóia pra cabeçuda, chicote que pode variar de 10cm a 2mts e um chuveirinho.
Hoje em dia há diversas massa industrializadas vendidas nas casas de pesca. Massas muito boas por sinal. Mas há aqueles que preferem fazer as suas próprias receitas.

Os ingredientes básicos são a batata doce, mel, banana, amedoim, paçoca, açúcar cristal, leite condensado, farinhas, etc etc etc. Tudo depende da imaginação do pescador. 

Outra dica é ao fazer a coxinha de massa, colocar todos os anzóis dentro, deixando apenas o líder, o anzol de baixo pendurado, pois é esse que será sugado pela carpa junto com as partículas de massa.

Pequeno Exemplar.