Eu que o diga!
Já faz quase 2 anos desde minha ultima postagem.
Meus amigos pescadores me perguntavam o que tinha acontecido comigo, se tinha enjoado de pescar (neste caso não seria pescador... afinal pescador não enjoa de pescar...), se faltava tempo, se tinha me mudado para um lugar que era difícil pescar...
Gostar de pescar, nunca, pescar?!... Realmente dei uma parada, como dizem, "na mara". Existe uma coisa em nossa vida que realmente não tem preço, e não adianta "espernear", "fazer bira", que não tem jeito. Tem que parar e prestar atenção.
Dado a minha outra atividade e claro com a pescaria também, acabei pegando um pequeno câncer de pele. Pronto! Acabou! Calma lá... por sorte foi bem de inicio e possui tratamento com exito. Graças a "IA, IA", ou "Nossa Senhora dos Navegantes", para mim, graças a "Grande Mãe Natureza".
Tomei um susto realmente, começou a aparecer manjas em vários locais do corpo, crescendo de forma enregelar e muito rápida. A que mais me deixou preocupado, coisa do tipo, quando você esquece seu melhor molinete na praia, foi uma pequena manja que começou logo abaixo do olho direito.
Se a coisa não tivesse controle, poderia tomar a bochecha e até o olho.
Mas tudo não passou de um baita susto, como comentei, era um tipo superficial (não vou colocar os nomes técnicos dos médicos, os médicos pescadores que me perdoem) e com aplicação química, várias pomadas recuperadoras, anti-inflamatória, dermatológicas (nossa parece nome cientifico de peixe), tudo se recuperou muito bem, e claro tenho que acompanhar de tempo em tempo para ver se o bichinho não inventa de aparecer.
O tratamento exigiu cuidado muito grande com o sol, pois no local da aplicação não poderia pegar sol em hipótese alguma.
Meu amigo, não estou colocando aqui uma desculpa, ou justificativa para a parada das postagens. Tomei a iniciativa e motivação de escrever este post, para alertar, você que me acompanhou, ou que está conhecendo meu blog pela primeira vez.
Cuidado com o Sol, você pode até achar que está protegido, mas na verdade não está não. O que é muito prejudicial a todos os seres vivos na verdade mesmo é a radiação solar. Então quando estamos pescando, mesmo estando com um chapéu especial, com cobertura de pescoço, aba longa, ficando o rosto todo na sombra, na verdade não está lhe protegendo da radiação solar que bate na água, na areia, que vem pelo tempo aberto.
O mesmo acontece quando estamos no carro, e todos os vidros estão protegidos, com filme mais escuro. A radiação solar reflete pelo para brisa e mesmo não pegando sol em seu rosto, lhe danifica as células.
Logo o Sol, nossa eu realmente contemplo o Sol, tenho uma conexão especial com nosso Astro Rei.
O mesmo ocorre quando você pesca debaixo de um guarda sol, a radiação lhe queima, mesmo sem o sol pegar diretamente em sua pele.
Sempre utilizei todos estes tipos de proteções, e fui pego pela radiação solar.
Este post, serve como Dica, para você meu amigo pescador, que vive na beirada de um lago, rio, com o pé na areia, ou dentro de um barco:
- Use proteção na cabeça, chapéu que proteja seu pescoço, aba larga, que não transpasse o sol.
- Use sempre óculos escuro, existe tipos especiais de pesca que possui anti-reflexo. Alem de lhe proteger melhor, você ganha o poder de ver dentro da água.
- Use camisa, cumprida, que lhe proteja bem o corpo. Não adianta camisetas esportes finas e perfuradas, o que vale é a proteção. Uma forma de verificar isto é colocar no sol e observar a cor da sombra, quanto mais preta a sombra for, mais forte a proteção.
- Proteja os pés: Sei que pé na areia não tem preço, é algo muito gostoso e relaxante, pescar desta forma. Mas um dos lugares que mais apareceu manjas foi na parte de cima do pé.
- E claro! Use protetor Solar constantemente: Não vale fatores muito baixo, recomendo acima de 60. E passe muitas vezes durante a pescaria, renovando a proteção da parte exposta (mesmo as que não pegam sol diretamente). Sei que é difícil, até por que se não tiver um cuidado, e por exemplo colocar a isca com a mão que passou protetor solar, vai prejudicar e muito a atração do peixe, pois o peixe consegue sentir o "gosto", do protetor solar. Uma dica é usar luvas toda vez que vai iscar o equipamento. Fica prático, você passa o protetor solar, coloca a luva e pesca normalmente, coloca isca, troca isca, pega peixe, e quando necessitar passar protetor solar, tira a luva, passa e coloca novamente.
Usar luvas é bom também para nosso parceiro de pescaria, o peixe, pois evita de passar substancias nocivas de nossa mão para a pele do peixe, no caso, o protetor solar.
- Lenço de Pesca: Iniciei o costume de utilizar um lenço de pesca, onde amarro no rosto feito aqueles filmes de faroeste (e Agora com este Corona Vírus tem que colocar desde quando sair de casa). Também uma ideia é utilizar mascaras de proteção que proteja bem o rosto. Tente mascaras com tecido duplo e bem fechado.
Nossa, dá para imaginar o cara, chapéu com proteção de pescoço, aba larga, óculos escuro, lenço de pesca, camisa de manga longa e mesmo com tudo isto, passou protetor solar. Não dá para reconhecer quem é. Realmente, esta é a ideia, quanto mais protegido melhor. O fato é que estou falando de uma coisa muito séria, o Sol está cada vez mais forte e depois de meu susto, observei que muitos pescadores mais velhos que conheço possuem câncer (a Radiação pode causar outros tipos de câncer também), alguns morreram por isto.
Estou começando a pescar novamente (protegido), e me sindo motivado em começar a registar minhas aventuras novamente. Dar dicas e aprendizagens ao novatos ou aqueles pescadores que gostam de ver sobre o assunto no dia a dia que não podem estar pescando.
Boa Pescaria a todos...
Um diário de minhas pescarias por este mundão a fora. Sou um pescador oportunista, isto é, se dá para pescar eu tó lá. Sou daqueles que anda com o equipamento no carro. Pratico principalmente Fly Caipira, Pesca com micro-molinete, Pesca de Praia e Tenkara (Fly-Fishing Japonês).
quarta-feira, 13 de maio de 2020
sábado, 25 de novembro de 2017
domingo, 15 de outubro de 2017
Recuo do Mar em Santa Catarina
Já faz um tempinho que não escrevo para vocês meus amigos pescadores (ou não).
MBI, Casamentos, Doença, mal tempo... muitos motivos para não me deixar um tempinho com "IaIa" (referência e Iemanjá - Rainha do mar) como sempre falo.
Mas das últimas vezes que tentei, nem tive tempo de colocar no blog, vou fazer um vídeo para meu canal.
O fato é que realmente o fenômeno "Recuo do Mar" praticamente destruiu a pesca de praia no litoral de Santa Catarina (pelo meno na parte norte onde costumo pescar).
Nada, isto mesmo, nem sinal de peixe, nem pequenos, nem na areia, nem em lugar algum.
Agora a pergunta o que ocorreu com os peixes?
Para mim, como pescador o que ocorreu foi a morte de muitos organismos na areia da praia que servem de comida para os peixes de areia. Também a temperatura da água sofreu uma retração, o que engana alimentos que nadam na margem a nadarem entre a margem de temperaturas mais frias e quentes, esta faixa continua pelo menos 200 metros a dentro.
Ou seja, não tem comida na praia para atrair os peixes, sem motivo para estarem na areia, estão concentrados em bancos de areia mais ao fundo da costa. Pelo que pesquisei a pesca embarcada nestes bancos de areia após a retração melhorou ao invés de piorar.
O homem continua influenciando na natureza, mudando o ecossistema, se não bastasse o desperdício, pesca predatória, lixo nas praias, saneamento básico na costa, temos agora consequências que com o tempo pode gerar mudanças definitivas.
Como o ambiente para pesca de praia é muito frágil em matéria de naturalidade, limpeza e ecossistema (quase o caso de pescas de peixes em rios caudalosos de águas frias com água extremamente limpa e sem intervenção humana), corremos o risco de em algum tempo a frente, ser matéria de saudosismo a ser contada aos descendentes desta geração "gafanhoto" (que apenas tira e não contribui).
Rogo para que isto não aconteça, e torço que que de tempo de reverter a situação. O ser humano tem grandes capacidades, basta deixar a ganancia, o poder e o egoismo de lado e colocar sua mente em pró da prosperidade, não apenas do ser humano, mas de todo universo que ele habita.
MBI, Casamentos, Doença, mal tempo... muitos motivos para não me deixar um tempinho com "IaIa" (referência e Iemanjá - Rainha do mar) como sempre falo.
Mas das últimas vezes que tentei, nem tive tempo de colocar no blog, vou fazer um vídeo para meu canal.
O fato é que realmente o fenômeno "Recuo do Mar" praticamente destruiu a pesca de praia no litoral de Santa Catarina (pelo meno na parte norte onde costumo pescar).
Nada, isto mesmo, nem sinal de peixe, nem pequenos, nem na areia, nem em lugar algum.
Entenda por que houve recuo do mar em até 50 metros nas praias de SC no fim de semana
Soma de Fatores
“Trata-se do transporte de Ekman, que ocorre todo dia aqui no Hemisfério Sul e faz a água superficial se mover à esquerda do vento predominante. O vento é nordeste em direção ao mar”, afirmou.
Além disso, segundo Leandro, a lua cheia dos últimos dias também contribuiu. “Ela também intensificou o momento de maré baixa, mesmo com a forte ressaca que foi intensificada também por este sistema de alta pressão”, disse.
Agora a pergunta o que ocorreu com os peixes?
Para mim, como pescador o que ocorreu foi a morte de muitos organismos na areia da praia que servem de comida para os peixes de areia. Também a temperatura da água sofreu uma retração, o que engana alimentos que nadam na margem a nadarem entre a margem de temperaturas mais frias e quentes, esta faixa continua pelo menos 200 metros a dentro.
Ou seja, não tem comida na praia para atrair os peixes, sem motivo para estarem na areia, estão concentrados em bancos de areia mais ao fundo da costa. Pelo que pesquisei a pesca embarcada nestes bancos de areia após a retração melhorou ao invés de piorar.
O homem continua influenciando na natureza, mudando o ecossistema, se não bastasse o desperdício, pesca predatória, lixo nas praias, saneamento básico na costa, temos agora consequências que com o tempo pode gerar mudanças definitivas.
Como o ambiente para pesca de praia é muito frágil em matéria de naturalidade, limpeza e ecossistema (quase o caso de pescas de peixes em rios caudalosos de águas frias com água extremamente limpa e sem intervenção humana), corremos o risco de em algum tempo a frente, ser matéria de saudosismo a ser contada aos descendentes desta geração "gafanhoto" (que apenas tira e não contribui).
Rogo para que isto não aconteça, e torço que que de tempo de reverter a situação. O ser humano tem grandes capacidades, basta deixar a ganancia, o poder e o egoismo de lado e colocar sua mente em pró da prosperidade, não apenas do ser humano, mas de todo universo que ele habita.
sábado, 22 de julho de 2017
sábado, 15 de julho de 2017
sábado, 3 de junho de 2017
quarta-feira, 3 de maio de 2017
terça-feira, 2 de maio de 2017
sábado, 22 de abril de 2017
sexta-feira, 21 de abril de 2017
Pescaria na Ressaca - Itajuba - SC
Escrever de uma pescaria que não deu nada, realmente chega a ser até cômico.
Isto mesmo, já vou avisando, não peguei nada desta vez.
Mas por que escrever então?
Bem analisar os erros é uma forma de não repeti-los, desta forma, pensei em ser sincero e neste poste, colocar meus erros.
Como as janelas para pescaria nos últimos tempos estavam ficando raras, uma por compromissos, outras pelo tempo (clima), ou compromissos profissionais. Não podia deixar a chance de tentar uma pescadinha neste feriado prolongado.
As 15:00 horas já estava na praia, e realmente ao chegar por lá o mar não estava muito bonito.
Pelo menos na praia de Itajuba em Barra Velha - SC. Devido a uma tempestade em auto mar, o mar estava com uma ressaca, ondas fortes que levantavam a areia grossa característica da praia.
Embora tentar por muitas horas, não obtive nenhum resultado.
Os motivos que levo em conta de meu insucesso foram:
- O mar turvo a ponto de criar uma diferença entre as primeiras baterias de ondas (da praia para o mar) até a terceira onda. Criando uma faixa muito escura cor de chocolate, diferenciando da cor verde intenso do mar limpo, o peixe fica nesta linha entre a água clara e a água escura dificultando meu arremesso. Mesmo entrando dentro da água até a cintura e tendo um bom arremesso não conseguia alcançar esta linha.
- Isca, realmente embora ser camarão vermelho e parecer estar muito bom, já tinha passado por resfriamento e era o resto da ultima pescaria que realizei. Lembram de outras postagens "sempre usar isca fresca". Este fato é decisivo, se o peixe não consegue ser atraído pela apresentação e movimento, pelo gosto é que não seria com uma isca "dormida".
- Vento constante, muito difícil de identificar o peixe, estava a merce apenas do peixe que, digamos, autofisgase.
Mas um fato deve ser colocado em pauta, em dado momento da pescaria, na anseia de uma boa fisgada, esqueci a trava do molinete fechada o que fez a linha enrolar na ponta do caniço e arrebentar a linha.
A primeira vista é um azar enorme se não fosse o próximo arremesso com a outra vara.
Ao arremessar senti um puxão e um peso forte, fui puxando e o que vejo? Um anzol grudado no anzol do arranque que tinha acabado de arrebentar na outra vara. Bem pelo menos não perdi um arranque, anzóis e chumbada.
Tudo serve para refletir se vale a pena mesmo tentar se vários fatores estão desfavoráveis para uma boa pescaria. Até que ponto vai a teimosia de um pescador ?
Isto mesmo, já vou avisando, não peguei nada desta vez.
Mas por que escrever então?
Bem analisar os erros é uma forma de não repeti-los, desta forma, pensei em ser sincero e neste poste, colocar meus erros.
Como as janelas para pescaria nos últimos tempos estavam ficando raras, uma por compromissos, outras pelo tempo (clima), ou compromissos profissionais. Não podia deixar a chance de tentar uma pescadinha neste feriado prolongado.
As 15:00 horas já estava na praia, e realmente ao chegar por lá o mar não estava muito bonito.
Pelo menos na praia de Itajuba em Barra Velha - SC. Devido a uma tempestade em auto mar, o mar estava com uma ressaca, ondas fortes que levantavam a areia grossa característica da praia.
Embora tentar por muitas horas, não obtive nenhum resultado.
Os motivos que levo em conta de meu insucesso foram:
- O mar turvo a ponto de criar uma diferença entre as primeiras baterias de ondas (da praia para o mar) até a terceira onda. Criando uma faixa muito escura cor de chocolate, diferenciando da cor verde intenso do mar limpo, o peixe fica nesta linha entre a água clara e a água escura dificultando meu arremesso. Mesmo entrando dentro da água até a cintura e tendo um bom arremesso não conseguia alcançar esta linha.
- Isca, realmente embora ser camarão vermelho e parecer estar muito bom, já tinha passado por resfriamento e era o resto da ultima pescaria que realizei. Lembram de outras postagens "sempre usar isca fresca". Este fato é decisivo, se o peixe não consegue ser atraído pela apresentação e movimento, pelo gosto é que não seria com uma isca "dormida".
- Vento constante, muito difícil de identificar o peixe, estava a merce apenas do peixe que, digamos, autofisgase.
Mas um fato deve ser colocado em pauta, em dado momento da pescaria, na anseia de uma boa fisgada, esqueci a trava do molinete fechada o que fez a linha enrolar na ponta do caniço e arrebentar a linha.
A primeira vista é um azar enorme se não fosse o próximo arremesso com a outra vara.
Ao arremessar senti um puxão e um peso forte, fui puxando e o que vejo? Um anzol grudado no anzol do arranque que tinha acabado de arrebentar na outra vara. Bem pelo menos não perdi um arranque, anzóis e chumbada.
Tudo serve para refletir se vale a pena mesmo tentar se vários fatores estão desfavoráveis para uma boa pescaria. Até que ponto vai a teimosia de um pescador ?
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| Praia de Itajuba - Barra Velha - SC |
segunda-feira, 17 de abril de 2017
sábado, 4 de fevereiro de 2017
domingo, 22 de janeiro de 2017
sábado, 21 de janeiro de 2017
Várias técnicas em Lagoa Particular - Indaial SC
Tirei o final de semana para pescar com meu pai, pescador sênior, especialista em pesca de rio e lagoas, gosta muito de pescar em pesque e pagues, principalmente as Tilápias.
Fomos em uma lagoa particular no município de Indaial - SC, a Lagoa tem muitos peixes e tem como objetivo apenas a beleza do local, os peixes são tratados de forma orgânica, com plantas e frutas, o que torna o apetite e agressividade dos peixes igual o encontrado na natureza.
Meu objetivo era pescar os Pacus que possuem na lagoa, quando tratado observasse o vulto amarelo de belos exemplares. Utilizei para isto salsicha, o que limita a fisgada das espécies de peixes, assim não iria me incomodar com as tilápias, embora como o local não costuma ser utilizado ração, as tilápias são bem mais vorazes.
Com outra vara com micro molinete utilizei minhoca viva, o que traria para os peixes uma atração maior. Enquanto deixei minhas varas na espera armadas, brinquei utilizando o Tenkara, a milenar arte de pesca utilizada no japão. Utilizei como isca uma ração artificial, os peixes são tão vorazes que atacam tudo que flutua na superfície.
E assim foi, logo depois de algumas batidas na água deixando a isca boiar e seguir a corrente da água provocada pelo vento, obtive a primeira fisgada, uma pequena tilápia. Depois que atender as demais varas com outros puxões, continuei as batidas e peguei uma carpa-papim, o que me vez lembrar de uma fisgada de truta utilizando o Tenkara. Como a vara é muito fina a esportividade é muito grande e você tem que esperar o peixe cansar para tira-lo.
Depois da festa com a carpa-papim, começou as primeiras tilápias grandes e muito brigonas.
Meu pai do outro lado do lago começou a tirar alguns Pacus, e olha que sua tralha não tinha empate de aço, como ele possui sensibilidade na identificação do peixe consegue fisgar sem ter grandes problemas.
Tirei mais algumas tilápias pequenas até tirar uma brigona que pensei que era um pacu, levou a linha de um lado para outro, dando cabeçadas, muito brava, deu até pena de soltar a monstra, mas como estávamos pescando para o consumo se fazer isto meu "velho ia me matar".
Trouxemos aproximadamente 20 kilos de peixe e fomos para casa limpar.
Grande pescaria, me fez lembrar dos tempos de infância que pescava com vara de bambu em rios e lagoas com meu pai. Grandes fisgadas, grandes momentos.
Fomos em uma lagoa particular no município de Indaial - SC, a Lagoa tem muitos peixes e tem como objetivo apenas a beleza do local, os peixes são tratados de forma orgânica, com plantas e frutas, o que torna o apetite e agressividade dos peixes igual o encontrado na natureza.
Meu objetivo era pescar os Pacus que possuem na lagoa, quando tratado observasse o vulto amarelo de belos exemplares. Utilizei para isto salsicha, o que limita a fisgada das espécies de peixes, assim não iria me incomodar com as tilápias, embora como o local não costuma ser utilizado ração, as tilápias são bem mais vorazes.
Com outra vara com micro molinete utilizei minhoca viva, o que traria para os peixes uma atração maior. Enquanto deixei minhas varas na espera armadas, brinquei utilizando o Tenkara, a milenar arte de pesca utilizada no japão. Utilizei como isca uma ração artificial, os peixes são tão vorazes que atacam tudo que flutua na superfície.
E assim foi, logo depois de algumas batidas na água deixando a isca boiar e seguir a corrente da água provocada pelo vento, obtive a primeira fisgada, uma pequena tilápia. Depois que atender as demais varas com outros puxões, continuei as batidas e peguei uma carpa-papim, o que me vez lembrar de uma fisgada de truta utilizando o Tenkara. Como a vara é muito fina a esportividade é muito grande e você tem que esperar o peixe cansar para tira-lo.
Depois da festa com a carpa-papim, começou as primeiras tilápias grandes e muito brigonas.
Meu pai do outro lado do lago começou a tirar alguns Pacus, e olha que sua tralha não tinha empate de aço, como ele possui sensibilidade na identificação do peixe consegue fisgar sem ter grandes problemas.
Tirei mais algumas tilápias pequenas até tirar uma brigona que pensei que era um pacu, levou a linha de um lado para outro, dando cabeçadas, muito brava, deu até pena de soltar a monstra, mas como estávamos pescando para o consumo se fazer isto meu "velho ia me matar".
Trouxemos aproximadamente 20 kilos de peixe e fomos para casa limpar.
Grande pescaria, me fez lembrar dos tempos de infância que pescava com vara de bambu em rios e lagoas com meu pai. Grandes fisgadas, grandes momentos.
| Grande Pacu |
| Tilápias brigadoras |
sexta-feira, 30 de setembro de 2016
Diário de Um Pescador - Temp. 2016 Ep. 16 - Pescaria na Praia das Palmeiras - Barra Velha - SC
Pescaria na Praia das Palmeiras - Barra Velha - SC
sábado, 24 de setembro de 2016
Primeiro dia de Primavera - A Temporada começou
Para mim, pescar na praia da peixe o ano todo, alguns acreditam que a temporada de pesca começa mesmo na primavera.
No sul o tempo começou com cara de um bom dia de inverno. Um ciclone extra tropical fez com que o litoral sul do Brasil ficasse com um pouco de ressaca. O mar estava meio crespo e o tempo escuro com nuvens carregadas. Para os amantes de uma boa caminhada na praia, era bom estar agasalhado um vento frio gelava os ossos.
Para mim, um ótimo dia para pescar.
Minhas meninas foram junto comigo na praia das Palmeiras em Barra Velha - SC.
Possui um ótimo calçadão para caminhar e andar de "roler".
Também é um dos pontos de pesca que costumo fazer algumas aventuras.
O tempo na praia estava bom sem o sol, esta praia em dia de sol castiga o pescador, pois o sol bate bem de frente. Como estava tudo nublado facilitou a pescaria, mas a orelha tinha que estar coberta dado ao vento frio.
Nem estava preparado para filmagem, registrei a pescaria com meu celular simples de 2mp.
O mar estava bem forte, com três arrebentações bem definidas. Arremessei e posicionei minha vara na segunda arrebentação, estava com uma chumbada de 150g, com chicote de duas pernada, como isca, camarão branco fresco.
Não demorou 10 minutos e o primeiro puxão veio com tudo, uma bela briga, o bicho veio com presença dando "cabeçadas", levando a linha de um lado para outro. Tive que prestar a atenção nas ondas para utilizar de apoio para retirar o peixe, minha linha principal era de 18mm e não tinha chegado ainda no arranque. Fui administrando a fera, e em uma onda pegou carona até a areia.
Um belo Bagre branco, (Também chamado por aqui de cação bola), de tamanho bom. Fiquei feliz pela briga, assim dá gosto acertar o compasso do coração e se sentir mais vivo.
Botei o bicho na água, deixei que se recupera-se e fui para o próximo.
Não demorou muito e depois de dois arremessos outro bicho bravo na linha. Da mesma forma veio com presença, levando a linha de uma lado para outro. Um bagre ainda maior, nesta minha esposa tinha chegado e filmou a devolução do bicho.
O mar estava com cara de Parati, estava louco para tirar um na briga, mas como a água estava meio turva e muito agitado, mais um bagre veio bater um papo na beira da praia.
Já estava finalizando a pescaria, me despedindo dos amigos e a ponta da vara dá sinal de peixe ficando arcada. Fui trazendo o peixe pensando em um parati, mas como só tinha peso sem muita briga achei até que fosse uma betara ou outro bagre. Um belo baiacu pintado, esta foi sorte, minhas pernadas eram de linha 40mm, e tirar um bicho deste sem empate de aço foi pura sorte.
Grande pescaria.
Esta praia tem bom local de estacionamento, é uma praia de tombo com três valetas bem definidas. Ótima pedida para quem curte o esporte.
Lembrando: Não leve os amigos para casa, deixem no mar para pesca-los uma próxima vez.
No sul o tempo começou com cara de um bom dia de inverno. Um ciclone extra tropical fez com que o litoral sul do Brasil ficasse com um pouco de ressaca. O mar estava meio crespo e o tempo escuro com nuvens carregadas. Para os amantes de uma boa caminhada na praia, era bom estar agasalhado um vento frio gelava os ossos.
Para mim, um ótimo dia para pescar.
Minhas meninas foram junto comigo na praia das Palmeiras em Barra Velha - SC.
Possui um ótimo calçadão para caminhar e andar de "roler".
Também é um dos pontos de pesca que costumo fazer algumas aventuras.
O tempo na praia estava bom sem o sol, esta praia em dia de sol castiga o pescador, pois o sol bate bem de frente. Como estava tudo nublado facilitou a pescaria, mas a orelha tinha que estar coberta dado ao vento frio.
Nem estava preparado para filmagem, registrei a pescaria com meu celular simples de 2mp.
O mar estava bem forte, com três arrebentações bem definidas. Arremessei e posicionei minha vara na segunda arrebentação, estava com uma chumbada de 150g, com chicote de duas pernada, como isca, camarão branco fresco.
Não demorou 10 minutos e o primeiro puxão veio com tudo, uma bela briga, o bicho veio com presença dando "cabeçadas", levando a linha de um lado para outro. Tive que prestar a atenção nas ondas para utilizar de apoio para retirar o peixe, minha linha principal era de 18mm e não tinha chegado ainda no arranque. Fui administrando a fera, e em uma onda pegou carona até a areia.
Um belo Bagre branco, (Também chamado por aqui de cação bola), de tamanho bom. Fiquei feliz pela briga, assim dá gosto acertar o compasso do coração e se sentir mais vivo.
Botei o bicho na água, deixei que se recupera-se e fui para o próximo.
Não demorou muito e depois de dois arremessos outro bicho bravo na linha. Da mesma forma veio com presença, levando a linha de uma lado para outro. Um bagre ainda maior, nesta minha esposa tinha chegado e filmou a devolução do bicho.
O mar estava com cara de Parati, estava louco para tirar um na briga, mas como a água estava meio turva e muito agitado, mais um bagre veio bater um papo na beira da praia.
Já estava finalizando a pescaria, me despedindo dos amigos e a ponta da vara dá sinal de peixe ficando arcada. Fui trazendo o peixe pensando em um parati, mas como só tinha peso sem muita briga achei até que fosse uma betara ou outro bagre. Um belo baiacu pintado, esta foi sorte, minhas pernadas eram de linha 40mm, e tirar um bicho deste sem empate de aço foi pura sorte.
Grande pescaria.
Esta praia tem bom local de estacionamento, é uma praia de tombo com três valetas bem definidas. Ótima pedida para quem curte o esporte.
Lembrando: Não leve os amigos para casa, deixem no mar para pesca-los uma próxima vez.
quarta-feira, 31 de agosto de 2016
Diário de Um Pescador - Temp. 2016 Ep.15 - Pescaria na Praia de Piçarras - SC
Pescaria de Betaras na Praia de Piçarras - SC
sábado, 27 de agosto de 2016
Pescaria de Betaras em Piçarras - SC
| Piçarras - SC |
Este final de semana pude praticar um pouco mais meu hobby preferido.
Geralmente acordo cedo, fico um pouco na cama de teimoso, minha esposa então me deu a ordem esperada: "Por que você não vai pescar".
Não esperei a segunda ordem, peguei minhas tralhas e saí em disparada para a praia.
Desta vez levei material de pesca para pescar na terceira onda mais ao fundo, duas varas de 3,5m. Equipadas com molinete Sport Marines 4000 um Elite 4000 e outro XT 4000.
Logo que cheguei pude ver o mar com suas ondas calmas, mas a água meia turva. A maré estava bem baixa o que me dizia que não teria muita produtividade de inicio. Alem do mais minha isca não estava muito boa, era uma sobra de camarões da ultima pescaria.
Como tudo estava contra mim, ou não dizia ter uma boa produtividade, tratei de arrumar tudo para aproveitar o máximo o tempo com o anzol na água. Arremessei mais ao longe que pude na espera de um peixe maior que estivesse nas redondezas.
Logo de inicio retirei um pequeno Bagre, o que confirmou a cor da água quase um chocolate. A praia de Piçarras sofre esta variação de cor de água devido a direção da maré, em algumas ocasiões levanta mais a areia e faz a água ficar turva, depois que a maré muda e as correntes mudam durante o dia a cor da água vai ficando com um tom verde cristalino, muito lindo, nesta situação dá para ver os pampos surfarem as ondas.
Então chegou o que eu chamo de "Pescador de Panca".
Sabe aquele pescador que só faz pose e não pesca nada, pois é, apareceu um por lá. Levou 1 hora e meia para montar suas duas varas, lavou a isca na água, olhou a temperatura da água, acho que até a direção do vento. No primeiro arremesso, esqueceu de abrir a trava do molinete e lá se foi uma chumbada.
Então me viu tirar o bagrinho e foi para a sua vara, fez a cena que estava tirando o maior peixe de sua vida, levantava a vara até atrás e recolhia rápido ao abaixa-la.
Sempre só vinha o chumbo que pelo visto era muito pesado.
O pescador ao pegar a vará já sente o peixe, a vibração, isto é inconfundível, então se sabe que não tem peixe é só tirar o chumbo da areia e começar a recolher rapidamente para que o chumbo fique levantado e se recolha.
Depois que a maré começou a subir, minhas chances poderiam melhorar, e assim foi, logo senti a vibração e uma briga no recolhimento. Uma betara veio tirar a foto, imediatamente meu vizinho "Panca" saiu para sua sena, parecia que tinha um super peixe, novamente o chumbo.
São situações destas que me faz lembrar o motivo que muitos comentam que não conseguem pescar na praia. Tem que desenvolver a técnica, tem que ser lógica e sentido o que você faz, alias, para todo tipo de pescaria, não é só jogar o chumbo o mais longe que pode e esperar o peixe.
Logo minhas meninas apareceram na praia e chegou a hora de ir embora.
Olhei para o lado e meu vizinho já estava se arrumando também, é....acredito que iria levar mais 1 hora e meia para recolher...
Próxima semana, prometo para mim que terei uma isca fresca e descente.
domingo, 14 de agosto de 2016
Diário de Um Pescador - Temp. 2016 Ep. 14 - Pescaria de Pacus e Tilápias - Indaial - SC
Diário de Um Pescador - Temp. 2016 Ep. 14 - Pescaria de Pacus e Tilápias - Indaial - SC
https://www.youtube.com/watch?v=4IiDpYK7OjY
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